Os Bombeiros Voluntários de Freamunde adquiriram, recentemente, um Veículo de Apoio Logístico Específico (VALE) para reforçar o combate a incêndios urbanos, industriais e rurais. 

Com capacidade para 23 mil litros de água, a nova viatura “não vem colmatar porque já tínhamos autotanques, mas vem apoiar e reforçar a nossa capacidade de abastecimento de água”, frisa José Domingos, comandante da corporação.

Os Bombeiros Voluntários de Freamunde investiram cerca 100 mil euros na viatura que “vem complementar o trabalho que é preciso fazer com a plataforma elevatória que adquirimos em 2021, mas também com outros meios com mais capacidade de água”

Em resposta a essa necessidade, a corporação adquiriu “uma viatura usada, porque uma nova ficaria muito dispendiosa. Conseguimos um bom equipamento, transformamo-lo e está aí uma excelente viatura”. A aquisição contou com um apoio de uma empresa de serralharia que apadrinhou a viatura.

De acordo com José Domingos, “a viatura será, sobretudo, para transporte de água, ou seja, uma viatura de apoio com uma grande capacidade de água e que precisávamos porque temos duas viaturas de tanque, mas com menor capacidade”.

Numa altura em que os incêndios começam a aumentar, o VALE “é uma excelente ajuda porque a capacidade de 23 mil litros de água equivale a quase três auto tanques dos que temos. Tem uma grande capacidade não só para os incêndios urbanos e industriais, bem como para os rurais. Acrescenta ainda que “cada vez mais a autonomia de água é fundamental no combate aos incêndios, é um meio extremamente útil”.

A nova viatura foi apresentada durante as comemorações do 92.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Freamunde, nas quais 16 novos voluntários realizaram o juramento de bandeira. “Vamos ter um reforço de 16 novos elementos, porque oito deles tinham terminado a recruta em 2021, mas não puderam fazer o juramento neste ano por causa da pandemia. Entretanto, oito terminaram em fevereiro de 2022”, explica o comandante.

Brevemente, vai começar a segunda fase da ampliação do quartel, para retomar valências suprimidas anteriormente. “Quando se iniciou a ampliação do quartel, tivemos que prescindir de algumas valências, como a oficina, lavandaria e arrecadação de material. Agora, num terreno adjacente que foi adquirido, vamos construir uma segunda ampliação onde vamos construir essas mesmas valências e outras que vamos passar a ter. Na verdade, é uma segunda fase de ampliação, não para quartel, mas para valências de apoio à atividade”, revela.