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Castro de Monte Mozinho: Uma visita às origens em Penafiel

Ana Regina Ramos

06-08-2020

Conheça mais sobre este local

Se gosta de conhecer um pouco mais sobre a história dos povos que antigamente habitavam a Terra, o Castro de Monte Mozinho, em Penafiel, é uma das opções que serve também como espaço de lazer em dias de calor.

Está localizado nas freguesias de Oldrões e Galegos e possui uma área habitada de cerca de 22 hectares. Logo à entrada, apresenta-se o Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho, inaugurado em 2004, que possui informações históricas sobre o local e também maquetas e objetos utilizados há alguns séculos pela população que lá habitava.

Depois, começa a verdadeira exploração dos vestígios de reformulações urbanísticas por entre os muitos eucaliptos que ajudam a delinear os caminhos. O sol surge por entre os espaços deixados pelos ramos e folhas das árvores e permite muitas e diferentes fotografias.

Durante o percurso, além de respirar “ar puro”, relaxar ao som da Natureza e apanhar sol, pode ir observando vários tipos de construção, desde núcleos de casas-pátio de tradição castreja, com compartimentos circulares e vestíbulo, às complexas habitações romanas de planta quadrada ou retangular.

Este povoado castrejo de época romana foi fundado no século I d.C. e ocupado até ao século V, sendo fortificado com duas linhas de muralhas, refere o município de Penafiel no seu site.

Na parte superior do castro há a muralha do século I, cuja entrada era flanqueada por dois torreões onde se encontravam duas estátuas de guerreiros galaicos e o topo do castro é coroado pela acrópole, onde se desenrolariam várias atividades, como jogos, assembleias, mercado, etc. É também a partir deste local que é possível obter uma paisagem ampla e observar o horizonte, que se estende a leste até a Serra do Marão e, a sul, atinge o Montemuro e debruça-se sobre a depressão onde corre o rio Cavalum / ribeira da Camba, caminho natural que une o norte do concelho ao rio Douro.

As escavações no castro de Monte Mozinho, que integra a Rede de Castros do Noroeste Peninsular e está classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público, iniciaram em 1943 e foram retomadas em 1974, sendo que, desde então, não mais pararam.

O espólio pode ser visto no Museu Municipal de Penafiel e inclui fragmentos de cerâmica comum - tanto da Idade do Ferro, como do período da presença romana -, da denominada cerâmica de importação, recipientes em vidro e mós manuais, moedas, artefactos metálicos, elementos de adorno e elementos associados a estátuas graníticas e a três aras.