O município de Baião, integrado na delegação da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, está em Cilento, no Sul de Itália, na primeira bio-região do mundo, e vê esta visita como uma possível identificação de “parcerias para projetos comuns futuros”.

Esta experiência é “não só uma jornada importante para que a região do Tâmega e Sousa venha a constituir-se como Bio-Região, como também um vasto campo de oportunidades para o município”, indica um comunicado da autarquia.

O presidente da câmara, Paulo Pereira, sublinha que, “sendo Baião certificado como Destino Turístico Sustentável, importa fazer convergir as boas práticas de desenvolvimento mundial em objetivos comuns e complementares”. “Para Baião, fazer parte de uma bio-região, que tem como um dos objetivos o desenvolvimento do Agroturismo e do Ecoturismo, faz todo o sentido”, refere.

Esta deslocação à primeira bio-região do mundo tem permitido à comunidade intermunicipal o contato “com bons exemplos de empreendimentos privados (empresas e cooperativas) e a possibilidade de identificar boas práticas, assim como o estabelecimento de parcerias que alavanquem projetos em desenvolvimento como é o caso do ‘Centro de Valorização Agroalimentar do Douro, Tâmega e Sousa’”. A visita a vários municípios da região italiana, “com um trabalho na promoção do sector primário considerado de referência, permite identificar parcerias para projetos comuns futuros”.

A região de Cilento desenvolve também “projetos relevantes na área da valorização arqueológica, área na qual Baião tem vindo a trabalhar, elegendo a valorização dos muitos ativos arqueológicos existentes no território, como uma das principais estratégicas turístico-culturais para o concelho”.

Esta visita, que continua até esta sexta-feira, dia 23 de setembro, enquadra-se no âmbito das candidaturas de quatro territórios, CIM do Tâmega e Sousa; CIM do Alto Tâmega; Associação de Municípios do Baixo Sabor e Ilha da Madeira a constituírem-se bio-regiões. Participam ainda duas bio-regiões já formalizadas, Idanha-a-Nova e São Pedro do Sul, bem como, uma delegação da Direção-Regional de Agricultura e uma Associação de Produtores de Agricultura Biológica dos Açores. Da comitiva fazem parte também vinte presidentes de câmara e diversos técnicos.