O valor das rendas deverá aumentar 5,43% em 2023, de acordo com os números da inflação dos últimos 12 meses até agosto divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

Nos últimos 12 meses até agosto, a variação média do índice de preços (excluindo a habitação) foi de 5,43%, valor que serve de base ao coeficiente utilizado para a atualização anual das rendas para o próximo ano, ao abrigo do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) e que representa mais 5,43 euros por cada 100 euros de renda.

As rendas são atualizadas anualmente em função da inflação. De acordo com os meios de comunicação nacionais, 5,43% é o valor máximo previsto para o aumento das rendas, mas os senhorios poderão não aumentar ou até aumentar numa percentagem menor as rendas.

Esta é a primeira estimativa da inflação, uma vez que o valor efetivo de atualização das rendas só vai ser apurado quando o INE divulgar os dados definitivos referentes ao IPC de agosto de 2022, a 12 de setembro.

De igual forma, só após a publicação em Diário da República é que os proprietários poderão anunciar aos inquilinos o aumento da renda, sendo que a subida só poderá efetivamente ocorrer 30 dias depois deste aviso.

No caso rendas anteriores a 1990, que foram atualizadas a partir de novembro de 2012, segundo o NRAU, que permite aumentar as rendas mais antigas através de um processo de negociação entre senhorio e inquilino, ficam isentas de nova subida.