logo-a-verdade.svg
Amarante
Leitura: 15 min

Transformar para crescer: Jorge Ricardo apresenta visão para Amarante

A cerimónia de tomada de posse e instalação dos órgãos municipais de Amarante decorreu este domingo, 26 de outubro, no Amarante Cine-Teatro, marcando o início do novo mandato da Câmara e da Assembleia Municipal para o quadriénio 2025/2029.

Redação

Jorge Ricardo foi empossado como presidente da Câmara Municipal, juntamente com seis vereadores que integram o executivo. Pela coligação Afirmar Amarante (PPD/PSD.CDS-PP) foram empossados Eugénia Teixeira, Ricardo Vieira e Fernando Silva, enquanto Américo Paulo Ribeiro, Anabela Lopes e Lino Macedo, do Partido Socialista, constituem a oposição no executivo.

A Assembleia Municipal conta com 27 membros: 15 eleitos pela coligação Afirmar Amarante (PPD/PSD.CDS-PP), 10 pelo Partido Socialista e 2 pelo partido CHEGA. Pedro Cunha, da coligação vencedora, tomou posse como presidente da Assembleia Municipal de Amarante. A restante mesa é constituída por Carlos Macedo e Cláudia Silva.

No que toca às juntas de freguesia, foram empossados 26 presidentes, sendo que a coligação PPD/PSD.CDS-PP conquistou 16 freguesias, enquanto o PS venceu em nove. Em Ansiães, o partido vencedor foi o Juntos Por Ansiães.

Jorge Ricardo assume mandato com compromisso e orgulho

Durante a cerimónia de tomada de posse, Jorge Ricardo destacou a emoção e a responsabilidade de assumir a presidência da Câmara Municipal de Amarante. “É com muito orgulho que assumo hoje, aqui e perante vós, as funções de presidente. Esta é, sem dúvida, a maior honra da minha vida”, afirmou.

O novo presidente mostrou determinação em servir cada freguesia do concelho. “É com determinação e ambição redobrada que assumo este desafio, com o firme compromisso de trabalhar por cada amarantino e por cada freguesia da nossa terra. Desde Vila Caiz, onde nasci, cresci e aprendi com a minha maior referência, o meu pai Luís Ricardo, percebi que servir a nossa terra é um privilégio.”

Jorge Ricardo sublinhou a visão da política como um instrumento de transformação. “Nesse caminho, descobri que a política pode ser a arte de transformar vidas, de fazer o que parecia impossível e de construir um futuro melhor para os que virão depois de nós.”

O presidente evidenciou, ainda, o percurso que o trouxe até à Câmara Municipal. “Da vontade de fazer, de contribuir e de deixar marca, nasceu o meu compromisso com Amarante. Um compromisso que me levou primeiro à presidência da Junta de Freguesia de Vila Caiz, que depois me trouxe até à Câmara Municipal de Amarante e que hoje se renova com o mesmo propósito. A minha causa sempre foi, é e será Amarante.”

 Jorge Ricardo deixou também uma mensagem de inspiração para a comunidade amarantina. “Hoje há um sonho que continua, o sonho de muitos que não se acomodam e ousam desejar algo de maior para a sua terra.”

Confiança dos amarantinos e participação cívica

O presidente empossado enfatizou o apoio que o projeto da coligação Afirmar Amarante recebeu nas últimas eleições autárquicas. “Voltou a ser sufragado por uma larga maioria dos amarantinos. Foi um voto claro e inequívoco. Foi um voto positivo. Um voto de confiança, de esperança, de reconhecimento e de apoio. Um voto que consolidou e reforçou uma maioria em todos os órgãos municipais e um conjunto agora ainda mais alargado das freguesias do nosso concelho”, afirmou Jorge Ricardo.

O presidente sublinhou que este resultado reforça a legitimidade do trabalho desenvolvido. “Acima de tudo, foi um voto que reforça a legitimidade de um projeto político iniciado em 2013, que transformou Amarante e que agora continuará o seu caminho de progresso e desenvolvimento”, acrescentou.

O edil municipal aproveitou também para saudar a elevada participação dos eleitores. “Mais de 33 mil eleitores exerceram o seu direito de voto. Um número que, face aos últimos atos eleitorais autárquicos, significa um claro aumento da participação dos amarantinos na decisão do nosso futuro coletivo. Este elevado nível de participação reforça, de forma muito clara, a legitimidade, mas também a responsabilidade, de todos os eleitos", considerou.

O presidente deixou ainda uma palavra de reconhecimento a todos os candidatos e participantes no processo democrático. “A todos, o meu respeito pela sua disponibilidade, pela entrega, pela coragem e pela vontade demonstrada em discutir democraticamente o futuro da nossa terra”, disse.

Colaboração e continuidade do projeto político

O autarca frisou a importância da colaboração institucional e a proximidade com os diferentes órgãos autárquicos do concelho. “No sr. presidente da Assembleia Municipal de Amarante, dr. Pedro Cunha, agora reeleito, personifico a expressão de gratidão pela colaboração prestada pela assembleia ao município e reitero o nosso empenho total no estabelecimento de uma relação de grande proximidade e colaboração institucional durante o mandato que agora se inicia”, garantiu.

Jorge Ricardo dirigiu-se também aos presidentes de junta de freguesia, garantindo cooperação e proximidade com os cidadãos. “Vamos trabalhar com predisposição para o reforço de partilha de competências, bem como disponibilidade total para uma comunicação ágil, eficiente entre as juntas de freguesia, o executivo camarário e os diferentes serviços municipais.”

Abordou, ainda, o papel da oposição no executivo municipal. “Nos senhores vereadores do Partido Socialista, Américo Paulo, Anabela Borges e Lino Macedo, deposito a confiança de que tudo farão para assumir uma posição construtiva, vigilante e exigente, mas disponível para a obtenção dos consensos necessários à construção de um futuro melhor para Amarante.”

Por fim, Jorge Ricardo reafirmou o compromisso da sua equipa em dar continuidade ao projeto político transformador que tem marcado o concelho. “Tudo faremos para implementar este projeto político transformador que é firmar Amarante. Um projeto agregador e abrangente, dinâmico e ambicioso, que se transformou num modelo de desenvolvimento coletivo, onde todos contam e todos são importantes, para além dos partidos políticos que lhe deram corpo. Foi assim que surgiu uma nova visão de futuro para Amarante, há 12 anos.”

O presidente terminou por prestar reconhecimento à equipa que lançou o projeto inicial. “Foi essa a visão de uma grande equipa, liderada por José Luís Gaspar, a quem quero, uma vez mais, deixar, em nome do município, uma palavra de agradecimento e, acima de tudo, de reconhecimento pela extraordinária transformação que se operou na nossa terra.”

Visão de futuro para Amarante

Jorge Ricardo destacou a ambição de tornar o concelho mais moderno, sem perder a sua identidade histórica. “Uma Amarante mais moderna, mais atrativa, mais qualificada, mais dinâmica, mais sustentável e mais solidária. Uma terra fiel à sua história, mas continuamente rejuvenescida e, como sempre, marcadamente única, profundamente autêntica”, afirmou Jorge Ricardo, dizendo: "Sei bem da responsabilidade e do nível de exigência ao qual temos de responder. Sei bem de todo o trabalho que temos pela frente para responder com resultados concretos à confiança que nos foi dada pelos amarantinos.”

O presidente valorizou o património e o potencial humano de Amarante como alavancas para o desenvolvimento do concelho. “Amarante e o território em que nos inserimos são únicos, cheios de potencialidades, de ativos e de personalidades que marcaram o seu tempo e são hoje referências nas mais diversas áreas da nossa cultura, que nos enchem de orgulho e é um povo que merece o melhor de todos nós. Não tenho dúvidas que os recursos económicos, culturais, sociais, patrimoniais, ambientais e, sobretudo, humanos, de que Amarante dispõe, são razões mais que suficientes para continuarmos a fazer desta terra uma terra de oportunidades para todos aqueles que aqui nasceram, aqui vivem e trabalham.”

Prioridades e objetivos do mandato de Jorge Ricardo

Durante a cerimónia de tomada de posse, Jorge Ricardo apresentou um plano de ação ambicioso, focado no desenvolvimento sustentável de Amarante e na melhoria da vida dos cidadãos.

O presidente começou por sublinhar a importância da atração de investimento e criação de emprego. “Atração de investimento, nomeadamente através de uma forte aposta no desenvolvimento de áreas de acolhimento empresarial, de modo a gerar mais emprego e emprego qualificado para reter e fixar os nossos jovens", afirmou. "Queremos que cada jovem encontre aqui em Amarante um lugar onde possa sonhar e realizar-se”, afirmou, destacando a necessidade de criar oportunidades para os jovens permanecerem no concelho.

A habitação foi outro ponto central. Jorge Ricardo frisou que é essencial garantir que jovens e famílias possam viver com dignidade e a preços justos. “Vamos prosseguir a política de construção e requalificação de habitações, de forma a disponibilizar casas de rendas acessíveis à nossa população. Das 349 habitações previstas na Estratégia Local de Habitação, 225 já se encontram aprovadas ou em fase de execução. Teremos também uma atenção especial para as políticas de arrendamento acessível”, elencou.

Na área da educação, o presidente reforçou a aposta em infraestruturas e serviços. Entre os projetos previstos estão a construção de uma rede de creches, a requalificação de edifícios escolares (como a EB 2/3 Teixeira de Pascoaes, a Escola Básica da Torreira, o Jardim de Infância de Real e o Centro Escolar Professor António Cardoso) e a implementação da escola a tempo inteiro, com prolongamento gratuito do pré-escolar e 1.º ciclo até às 19h00. “A educação é decisiva para uma sociedade cada vez mais desenvolvida, justa e próspera”, advogou.

A coesão territorial é também uma prioridade do executivo. Jorge Ricardo pretende reforçar a parceria com as 26 juntas de freguesia, garantindo mais autonomia e capacidade de intervenção. “Vamos criar mais espaços verdes e de lazer. Vamos apoiar a construção e disponibilização de equipamentos sociais, como sejam os centros de dia e os lares”, explicou, sublinhando a importância de um concelho unido e próximo das pessoas.

Em termos de cultura, turismo e sustentabilidade, o presidente reafirmou a vontade de valorizar o património e consolidar Amarante como referência cultural e turística. “Continuaremos determinados na reabilitação do nosso património e no embelezamento da cidade, no prestígio do nome e da marca Amarante e na consolidação da nossa terra enquanto polo cultural de referência e destino turístico de excelência. Iremos reforçar a nossa identidade cultural através do Amarante Cine-Teatro, do futuro MIMAR – Museu da Identidade e Memória de Amarante, da Biblioteca Municipal Albano Sardoeira e, como sempre, do nosso Museu Amadeo de Sousa-Cardoso.”

O Natal foi citado como um momento estratégico para turismo, cultura e identidade local. “Queremos que, para além de uma época festiva, o Natal seja uma oportunidade para reforçar a identidade da nossa cidade, dinamizar o turismo e gerar orgulho em quem cá vive. Investir no Natal será investir na vida da cidade, na economia local, na cultura e na emoção que fará de cada visita uma memória inesquecível.”

Jorge Ricardo pôs em destaque ainda o papel do associativismo e da coesão social. “Trabalharemos com as associações empresariais, culturais, desportivas, humanitárias e sociais, contribuindo de perto para fortalecer o movimento associativo de Amarante, fundamental para o pulsar da nossa sociedade. Continuaremos a construir um concelho mais solidário, justo e inclusivo, promovendo a integração plena das políticas sociais para que ninguém fique esquecido.”

Entre as obras e infraestruturas estratégicas, o presidente mencionou projetos como a construção do viaduto do Salto, a requalificação da antiga estação do caminho de ferro, a conclusão da requalificação da Estrada Nacional 15 e da Estrada Municipal 312, a recuperação do Parque Florestal, a reabilitação da Biblioteca Albano Sardoeira, Alameda Teixeira de Pascoaes, Largo Sertório de Carvalho (Campo da Feira), a Zona de Santa Luzia e o acesso à A4 em Vila Caiz.

Na área da saúde e ambiente, Jorge Ricardo frisou a necessidade de rever o contrato de concessão com as Águas do Norte, valorizar o Hospital de São Gonçalo e estabilizar o caudal do Rio Tâmega.

Por fim, o presidente reforçou a importância de uma gestão responsável e liderança próxima. “Iremos garantir uma gestão rigorosa, responsável e positiva, assegurando estabilidade financeira e reforçando as bases para um desenvolvimento sustentável. Estarei próximo das pessoas e das instituições, com genuíno espírito de serviço público, comprometido com a minha palavra e determinado na minha ação”, concluiu, destacando que a política só faz sentido se transformar a vida das pessoas e implementar projetos concretos de desenvolvimento do território.