Durante a cerimónia de tomada de posse, Jorge Ricardo apresentou um plano de ação ambicioso, focado no desenvolvimento sustentável de Amarante e na melhoria da vida dos cidadãos.
O presidente começou por sublinhar a importância da atração de investimento e criação de emprego. “Atração de investimento, nomeadamente através de uma forte aposta no desenvolvimento de áreas de acolhimento empresarial, de modo a gerar mais emprego e emprego qualificado para reter e fixar os nossos jovens", afirmou. "Queremos que cada jovem encontre aqui em Amarante um lugar onde possa sonhar e realizar-se”, afirmou, destacando a necessidade de criar oportunidades para os jovens permanecerem no concelho.
A habitação foi outro ponto central. Jorge Ricardo frisou que é essencial garantir que jovens e famílias possam viver com dignidade e a preços justos. “Vamos prosseguir a política de construção e requalificação de habitações, de forma a disponibilizar casas de rendas acessíveis à nossa população. Das 349 habitações previstas na Estratégia Local de Habitação, 225 já se encontram aprovadas ou em fase de execução. Teremos também uma atenção especial para as políticas de arrendamento acessível”, elencou.
Na área da educação, o presidente reforçou a aposta em infraestruturas e serviços. Entre os projetos previstos estão a construção de uma rede de creches, a requalificação de edifícios escolares (como a EB 2/3 Teixeira de Pascoaes, a Escola Básica da Torreira, o Jardim de Infância de Real e o Centro Escolar Professor António Cardoso) e a implementação da escola a tempo inteiro, com prolongamento gratuito do pré-escolar e 1.º ciclo até às 19h00. “A educação é decisiva para uma sociedade cada vez mais desenvolvida, justa e próspera”, advogou.
A coesão territorial é também uma prioridade do executivo. Jorge Ricardo pretende reforçar a parceria com as 26 juntas de freguesia, garantindo mais autonomia e capacidade de intervenção. “Vamos criar mais espaços verdes e de lazer. Vamos apoiar a construção e disponibilização de equipamentos sociais, como sejam os centros de dia e os lares”, explicou, sublinhando a importância de um concelho unido e próximo das pessoas.
Em termos de cultura, turismo e sustentabilidade, o presidente reafirmou a vontade de valorizar o património e consolidar Amarante como referência cultural e turística. “Continuaremos determinados na reabilitação do nosso património e no embelezamento da cidade, no prestígio do nome e da marca Amarante e na consolidação da nossa terra enquanto polo cultural de referência e destino turístico de excelência. Iremos reforçar a nossa identidade cultural através do Amarante Cine-Teatro, do futuro MIMAR – Museu da Identidade e Memória de Amarante, da Biblioteca Municipal Albano Sardoeira e, como sempre, do nosso Museu Amadeo de Sousa-Cardoso.”
O Natal foi citado como um momento estratégico para turismo, cultura e identidade local. “Queremos que, para além de uma época festiva, o Natal seja uma oportunidade para reforçar a identidade da nossa cidade, dinamizar o turismo e gerar orgulho em quem cá vive. Investir no Natal será investir na vida da cidade, na economia local, na cultura e na emoção que fará de cada visita uma memória inesquecível.”
Jorge Ricardo pôs em destaque ainda o papel do associativismo e da coesão social. “Trabalharemos com as associações empresariais, culturais, desportivas, humanitárias e sociais, contribuindo de perto para fortalecer o movimento associativo de Amarante, fundamental para o pulsar da nossa sociedade. Continuaremos a construir um concelho mais solidário, justo e inclusivo, promovendo a integração plena das políticas sociais para que ninguém fique esquecido.”
Entre as obras e infraestruturas estratégicas, o presidente mencionou projetos como a construção do viaduto do Salto, a requalificação da antiga estação do caminho de ferro, a conclusão da requalificação da Estrada Nacional 15 e da Estrada Municipal 312, a recuperação do Parque Florestal, a reabilitação da Biblioteca Albano Sardoeira, Alameda Teixeira de Pascoaes, Largo Sertório de Carvalho (Campo da Feira), a Zona de Santa Luzia e o acesso à A4 em Vila Caiz.
Na área da saúde e ambiente, Jorge Ricardo frisou a necessidade de rever o contrato de concessão com as Águas do Norte, valorizar o Hospital de São Gonçalo e estabilizar o caudal do Rio Tâmega.
Por fim, o presidente reforçou a importância de uma gestão responsável e liderança próxima. “Iremos garantir uma gestão rigorosa, responsável e positiva, assegurando estabilidade financeira e reforçando as bases para um desenvolvimento sustentável. Estarei próximo das pessoas e das instituições, com genuíno espírito de serviço público, comprometido com a minha palavra e determinado na minha ação”, concluiu, destacando que a política só faz sentido se transformar a vida das pessoas e implementar projetos concretos de desenvolvimento do território.