Thaís Moreira nasceu no Brasil e apesar de ter vindo Portugal ainda muito nova, o “orgulho” nas suas raízes continua vivo até aos dias de hoje. Aliás, faz “questão de as manter evidentes”. Para além do “orgulho”, também a família, que “está praticamente toda” no Brasil, a ajudam a manter o contacto “bastante próximo” com a ‘Terra de Vera Cruz’.

Mesmo à distância de um oceano, Thaís vive “intensamente” o Brasil e tem nas suas mãos o futuro político do país. Acompanhar a realidade política do país é uma responsabilidade “muito grande, sobretudo, com os esquemas de distorção das informações com as quais lidamos diariamente, como é o caso das fake news. Se não tivermos uma capacidade crítica e curiosidade pelas informações, que nos chegam do outro lado do oceano, torna-se muito fácil cair em informações tendenciosas e populistas”, afirma.

Enquanto jovem acredita que nem todas as pessoas “compreendem os impactos que uma decisão política, de um grupo, pode ter no quotidiano de milhões de outras. Tendo em conta as diversas realidades e dificuldades que o povo vive, às vezes a empatia pelo outro fica um pouco distorcida e a capacidade crítica fica pelo caminho, fazendo com que seja apenas importante saciar as necessidades imediatas, sejam essas o ego, financeira ou social”, frisa.

Face a essa realidade, Thaís acredita que para muitos jovens “fica fácil cair em populismos e discursos de ódio, como aconteceu há quatro anos”. O que pode ser feito para mudar? “É necessário um investimento nas escolas e na população em geral, de forma a compreender melhor a dimensão política e como isso afeta a sociedade no seu todo”.

No caminho para uma mudança de mentalidades, Thaís considera que é, também, essencial tornar a política “acessível e de fácil compreensão por toda a população, de forma a que todos consigam tomar decisões com consciência, sendo assim mais difícil aceitar de forma tão possível muitas medidas que estão vigentes, cobrando aos políticos medidas que beneficiem o povo”, acrescenta.

No próximo domingo, dia 2 de outubro, a jovem terá a responsabilidade de votar nas eleições gerais brasileiras e confessa que será um voto “com a consciência de que vai influenciar a vida das pessoas que lá vivem, e que através de políticas internacionais, isso também influencia quem vive em outros lugares”.

Thaís em pequena no Brasil

No Brasil, são várias as figuras públicas que abraçam diferentes campanhas eleitorais que, na opinião de Thaís “acaba por influenciar pessoas que já estão suscetíveis para determinado lado. Termos uma figura ‘importante’ a falar de forma favorável ou desfavorável de determinado candidato, de certa forma, valida uma opinião que, inconscientemente, já poderemos ter. Não digo que isso seja regra, mas acredito que influencia”, considera.

 O voto é uma obrigação que cumpre “com todo o peso da responsabilidade que isso acarreta, sabendo que é através desse gesto que milhões de vidas vão ser regidas”.