O Instituto Português do Mar e da Atmosfera e a Autoridade Nacional de Emergência (IPMA) e Proteção Civil (ANEPC) alertam a população para o agravamento das condições meteorológicas devido à tempestade Kirk, que está a causar chuva persistente, vento forte e agitação marítima.
O IPMA considera a tempestade Kirk como "um sistema poderoso e potencialmente perigoso", cujos efeitos se vão sentir com mais intensidade até ao final da manhã do dia 9 de outubro, nas regiões Norte e Centro do país.
O ex-furacão já obrigou o instituto meteorológico português a colocar dez distritos sob alerta laranja devido à agitação marítima e 15 distritos sob alerta amarelo devido aos ventos fortes.


No dia 9 de outubro foram registadas até às 10h45 um total de 429 ocorrências em todo o território nacional, sendo que a maioria são referentes a alertas para a queda de arvores e outros detritos nas estradas.
A Proteção Civil está a pedir à população para se manter atenta a potenciais consequências causadas por estas condições meteorológicas adversas, relembrando que durante estes períodos de precipitação alta há mais chances de:
- Inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
- Ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos d' água, rios e ribeiras;
- Instabilidade de vertentes que podem causar deslizamentos, derrocadas e outros motivados pela infiltração da água, fenômeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
- Contaminação de fontes de água potável por inertes resultantes dos incêndios rurais;
- Ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.
Os dados do IPMA indicam que a tempestade vai provocar vento de sudoeste, com rajadas até 95 km/h a norte do Cabo Mondego na madrugada/manhã do dia 9, sendo até 120 km/h nas terras altas do Norte e Centro. E a agitação marítima está a provocar ondas do quadrante oeste com quatro a cinco metros na costa ocidental, aumentando para cinco a sete metros no dia 9.
A ANEPC deixa também algumas recomendações para a adoção de medidas preventivas para diminuir os danos causados pelas situações enumeradas anteriormente, nomeadamente:
- Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
- Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
- Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;
- Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas.
O IPMA recomenda estar atento a todos seus canais de maneira a manter-se atualizado sobre a tempestade e a ANEPC apela para que "prepare-se e proteja-se. Esteja atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança".
