Os Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar iniciaram esta terça-feira, dia 8 de novembro, uma greve por tempo indeterminado a todo o trabalho extraordinário.

De acordo com o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, é pretendido que seja realizada uma “revisão imediata do índice remuneratório da carreira especial” e que se inicie o “processo negocial de revisão da carreira especial”. Além disso, é exigido “respeito e valorização” destes profissionais e a “definição de um novo rumo para o INEM, que dê efetivas respostas aos TEPH, mas também às dificuldades que os serviços de emergência médica atravessam”.

“Caso não seja dado provimento às reivindicações, o aumento salarial para os TEPH a partir de 1 de janeiro de 2023 será de apenas 52 euros, sendo ultrapassados pelas carreiras de Assistente Técnico e Assistente Operacional, ficando o TEPH com um salário base bem abaixo das forças de segurança (PSP e GNR), forças de proteção civil (sapadores florestais e força especial de proteção civil), bombeiros sapadores ou de outras profissões que trabalham na emergência médica, inclusive no INEM, com responsabilidades em tudo semelhantes às do TEPH”, pode ler-se no comunicado do sindicato.

O sindicato afirma ainda que a greve “abrange todo o trabalho suplementar, independentemente de estar ou não na escala, ter sido ou não previamente aceite pelo TEPH”, e que “não houve pedido de arbitragem de serviços mínimos, pelo que, tal como proposto no pré-aviso, apenas garantimos situações de catástrofe ou calamidade”. “Nenhum trabalhador grevista pode ser substituído, ou seja, nenhum elemento escalado em extra que adira à greve, pode ser substituído sob pena de o INEM incorrer em crime”, refere.