Penafiel

Penafiel: Convívio e amor unem elementos dos escuteiros

Ana Regina Ramos

06-06-2021

Se o convívio é a motivação de muitos para dedicarem os fins de semana a atividades com os colegas escuteiros, é também através dele que pode nascer um amor para a vida. Conheça a história de três escuteiros.

Esta semana, foi inaugurada a nova sede do Agrupamento nº 557 - Penafiel do Corpo Nacional de Escutas, no Jardim do Sameiro, em Penafiel. O Jornal A Verdade aproveitou a oportunidade para conhecer a história de três escuteiros.

Se o convívio é a motivação de muitos para dedicarem os fins de semana a atividades com os colegas escuteiros, é também através dele que pode nascer um amor para a vida.

É o caso de Jorge Silva, que é escuteiro desde 1986, quando tinha apenas seis anos, mas que terá sempre uma ligação especial a este movimento, pois foi através dele que conheceu a mulher com quem partilha a vida há, pelo menos, 14 anos. Já teve vários membros da família a participar nesta organização, mas hoje é o filho, por iniciativa própria, que o acompanha nestas andanças, fazendo parte dos Exploradores, dos 10 aos 14 anos.

"Na altura, fui com os amigos. Vim e fiquei", conta. De 2012 a 2018, Jorge Silva fez uma paragem na sua participação, mas, depois, resolveu reingressar, juntamente com alguns colegas, e agora é dirigente dos Pioneiros (dos 14 aos 18 anos), prevendo ali continuar durante mais algum tempo.

"Uma pessoa aprende muita coisa sem perceber, mas o desenvolvimento, o companheirismo, o gostar da natureza, o conviver com outros acho que é muito bom mesmo", descreve ao Jornal A VERDADE.

Jorge Silva acredita que mais jovens deveriam aderir a este movimento, embora compreenda que "a oferta aos jovens cada vez é maior" e que "há muita coisa que desperta muito mais interesse neles, se calhar". Contudo, também refere que há situações em que "os miúdos querem vir, porque é da maneira que saem do computador" e que "quem vem é porque gosta mesmo e fica e é mais gratificante ainda".

"Ao que se vai sempre atrás é dos acampamentos, é quase como um prémio, digamos assim. É o culminar de preparativos anteriores que eles vão desenvolvendo ao longo de uma temporada e que culmina com o acampamento", recorda ao lembrar algumas das atividades que sempre gostou.

Matilde e Beatriz têm 14 e 10 anos, respetivamente. Para elas, o convívio é um dos fatores que mais destacam na sua participação nos escuteiros.

Foi com cerca de seis anos que Matilde começou a integrar este movimento porque "é uma atividade diferente", pois convivem "com outros colegas sem ser na escola". Atualmente, é aspirante a Pioneira. Já Beatriz, aspirante a Exploradora, entrou aos quatro anos para ter alguma atividade ao fim de semana.

As duas pretendem continuar a participar nos escuteiros e nas várias iniciativas desenvolvidas, como por exemplo a "Caça às invasoras", promovida pela Câmara Municipal de Penafiel no fim de semana passado.

Foto: Município de Penafiel

"Não vivemos só para o interior. Vivemos, se calhar, mais para o exterior do que para o interior. Vamos tomar conta das invasoras aqui do jardim e não só. Fazemos outras atividades ligadas ao pelouro do Ambiente, atividade cultural, vamos para Luzim e Vila Cova no próximo fim de semana, fazemos recolhas para o Banco Alimentar Contra a Fome, participamos em atividades para o Instituto Nacional de Cardiologia, entre outras; e depois tudo o que a câmara solicita, quando é preciso qualquer tipo de apoio logístico e, dentro dos possíveis, nós participamos", enumera o chefe do Agrupamento nº 557, Domingos Moreira.

"Podem passar aqui meio ano, três meses... depois de sair daqui, a sociedade civil nota uma grande diferença que é ter sido algum tempo escuteiro. Aqui, aprende-se a respeitar, a servir, a ser educado e, acima de tudo, a respeitar o alheio", conclui.