Tâmega e Sousa

Vinhos de Celorico de Basto e Marco de Canaveses vencem a "Prata" nos "Melhores Verdes 2021"

José Rocha

30-04-2021

Saiba quais os vinhos distinguidos.

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) acabou de anunciar “Os Melhores Verdes 2021”, concurso que destacou os melhores vinhos verdes da região em dez categorias distintas. A principal distinção - a "Grande Medalha de Ouro" - foi atribuída ao vinho Quinta do Regueiro Reserva Alvarinho 2013, de Melgaço.

No entanto, de entre os dez vinhos distinguidos na categoria "Prata", há dois oriundos da região do Tâmega e Sousa: o Abcdarium Arinto 2020 - vinho verde casta, da AB Valley Wines (Celorico de Basto); e o Pecado Capital Escolha 2020 - vinho verde branco, da Pecado Capital (Marco de Canaveses).

Foto: J.Paulo Coutinho

O total de 152 vinhos foi seleccionado por um júri constituído por Óscar Pereira (Direcção Regional da Agricultura e das Pescas do Norte), Luís Correia (Instituto Politécnico do Porto/ Escola Superior de Hotelaria e Turismo), Paulo Nunes e António Pina (Comissão Vitivinícola Regional do Dão), Manuel Pinto (Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I.P.), Lisete Osório (Comissão Vitivinícola Regional Távora Varosa), Daniela Almeida (Comissão Vitivinícola da Bairrada), Paulo Lopes (Amorim Cork), dois elementos da Câmara de Provadores da CVRVV (Maria José Pereira e Bárbara Roseira), José Augusto Moreira (Jornal Público) e José João Santos (Revista de Vinhos).

O júri de 2021 provou cerca de 200 amostras a concurso, agrupadas em oito grandes categorias: Vinhos Verdes Brancos, Rosados, Tintos, de Casta, Colheita Igual ou inferior a 2018, Espumantes de Vinho Verde, Aguardentes de Vinho Verde e Vinho Regional Minho. Os prémios Ouro e Prata foram atribuídos ao primeiro e segundo classificados em cada categoria e os prémios Honra aos restantes concorrentes com pontuação igual ou superior a 80 pontos.

“Este concurso ganha particular expressão num ano de retoma em que os produtores de vinho carecem de incentivo e de reconhecimento pela sua capacidade produtiva e de promoção. São 150 motivos de orgulho que comprovam que a Região mantém um caminho de valorização e de crescimento que é alicerçado na excelente qualidade dos vinhos que são produzidos. Destacamos com satisfação que o número de colheitas iguais ou superiores a três anos a concurso continua a crescer, o que reitera a estratégia de valorização definida para a marca Vinho Verde”, destaca Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV.