A saída da A4 Penafiel Norte tem sido palco de vários acidentes e motivo de reivindicação popular recente. Contactado pelo Jornal A VERDADE, o presidente da câmara, Antonino de Sousa, referiu que a solução viária para aquele local deverá começar a ser executada em 2023.

Esta solução passará pela construção de duas rotundas com “várias amarrações que têm de ser feitas, de diferentes vias”. “É uma solução que se reveste com algum grau de complexidade. O essencial são duas rotundas, mas depois tem vários eixos”, explica o autarca, referindo que uma dessas rotundas irá fazer a ligação com a estrada que liga ao centro intermodal de transportes.

“Dessa via vamos ter uma passagem subterrânea à variante N106 porque as bicicletas, os peões não podem naturalmente atravessar aquela faixa”, continua.

“Aquela situação arrasta-se há muitos anos, como é o do conhecimento público. Tem custado vidas humanas, danos materiais elevadíssimos e precisa, naturalmente, de ser resolvida. Durante muito tempo insistimos com a Infraestruturas de Portugal e com a Brisa, porque são as entidades que tutelam aquelas vias e que têm a responsabilidade de encontrar as soluções e de as suportar financeiramente. Insistimos com eles para que resolvessem o problema, mas a verdade é que nem de um lado nem do outro vimos disponibilidade para encontrarem a solução e, portanto, disponibilizamo-nos para fazer a obra, mesmo sabendo que não é da responsabilidade do município”, descreve.

Antonino de Sousa recorda que foram gastos “bastantes milhares de euros em projetos e estudos” de tráfego de forma a haver, “pelo menos, a aprovação dessas entidades” para a câmara municipal poder executar a obra. No total, já foi desembolsado do orçamento camarário uma verba “que é muito superior a um milhão de euros para esta obra”.

“Depois de muita pressão, a Infraestruturas de Portugal aprovou a nossa proposta e, entretanto, o IMT – temos a informação que não é formal, é informal – de que também já validou, mas com algumas recomendações a serem cumpridas pela Infraestruturas de Portugal. Por isso, estamos agora a aguardar essa decisão final para que possamos avançar”, garante.

Nesta altura, o projeto está “concluído” e vai avançar o concurso. “Portanto, a obra vai ter de iniciar e não acredito que nenhuma dessas entidades vá impedir de ser executada, até porque tanto uma como a outra já concordaram com a necessidade da obra”, sublinha.

Assim, afirma que a empreitada “tem de começar em 2023, não deverá ficar concluída, porque é uma obra muito complexa, mas vai iniciar em 2023”.

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