Saber gerir o tempo de lazer com o de estudo e “não ter receio de errar” foram as principais bases de Sofia Sousa para garantir bons resultados na escola e sentir-se realizada. Acompanhada pela prática de desporto, sempre manteve o foco em fazer o máximo que podia nos testes até conseguir chegar ao final do secundário com uma média de 19,5.

A jovem admite que sempre foi “boa aluna”, mas que é “muito exigente e rigorosa” consigo. “Nunca precisei que me incentivassem a estudar ou que me perguntassem se havia trabalhos de casa para fazer. Recordo-me de que já no primeiro ciclo não ficava satisfeita com menos do que Satisfaz Plenamente e terminei o nono ano com média de cinco. Mantive a regra, o trabalho e o empenho durante o ensino secundário e consegui finalizá-lo igualmente com boas notas”, conta.

A técnica que “sempre funcionou melhor” foi a de fazer resumos, pois, “mesmo que chegasse ao dia do teste sem nunca os ter lido, sabia que o tempo que tinha gasto a fazê-los seria suficiente para, pelo menos, fazer perceber a maioria da matéria”. Além disso, nunca deixava dúvidas por esclarecer e, “se eventualmente chegasse a uma avaliação sem saber responder a alguma pergunta, inventava, literalmente, mas nunca, nunca deixava nada em branco”.

Durante o percurso no curso de Ciências e Tecnologias na Escola Secundária de Paredes, os professores foram “uma parte fundamental no percurso e sucesso académico”. “Apoiei-me sempre neles para esclarecer quaisquer dúvidas que pudessem surgir e este fator foi, sem dúvida, um ponto fulcral da minha aprendizagem: não ter receio de errar, intervir e questionar”, sublinha.

A par dos estudos, Sofia Sousa pratica natação uma vez por semana e é também federada em atletismo desde 2015. Já foi campeã nacional de Desporto Escolar no MegaKm em 2017, mas, em 2019, teve “uma grave lesão no tornozelo direito” que a afastou das pistas durante quatro anos. “Agora finalmente começo a sentir-me melhor e a fazer progressos”, diz.

Durante a pandemia, a jovem descobriu outro gosto: a culinária. Criou um perfil com algumas receitas no Instagram e já conquistou alguns patrocinadores.

Aos 18 anos, frequenta agora o curso Exército – Medicina, aliando a vertente militar ao curso de medicina, lecionado na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Este sempre foi o seu “Plano A”, mas admite que sente “falta de estar perto de casa e de ter domínio sobre a matéria lecionada”. “De facto, na faculdade, a quantidade de informação por aula é muito superior àquela a que estávamos habituados e o método de ensino, muito mais autónomo, também é bastante mais desafiante”, constata.

Como ambições futuras, Sofia Sousa admite que espera “ser capaz de concluir com sucesso o curso de Exército – Medicina e, eventualmente, ingressar numa missão e participar num Europeu, Mundial ou Jogos Olímpicos”.

“Uma coisa que sempre priorizei foi ter tempo para realizar atividades extra-curriculares. Senti, sobretudo, falta deste tempo de descontração no período em que estive lesionada. Porque, apesar de nunca ter deixado de trabalhar na minha preparação física, estive afastada da corrida durante muito tempo. Além disso, sempre defendi o ‘não deixes para amanhã o que podes fazer hoje’ – com tantas atividades extra, saber organizar e gerir o meu tempo foi um ponto extremamente importante para que conseguisse continuar a ter um bom desempenho escolar”, concluiu.