Sociedade

Região avança para a última fase do desconfinamento exceto em Paredes e Resende

Ana Regina Ramos

29-04-2021

Última fase do plano de desconfinamento começará no próximo sábado, dia 1 de maio.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou, esta quinta-feira, que vai avançar a próxima fase de desconfinamento a partir do próximo sábado, dia 1 de maio. Região do Tâmega e Sousa acompanha a próxima fase, exceto Paredes e Resende.

Na próxima sexta-feira, dia 30 de abril, termina o atual estado de emergência, às 23h59. Logo no sábado, dia 1 de maio, pelas 0h00, o país entra em estado de calamidade.

Também nesse dia inicia a última fase do plano de desconfinamento, que estava prevista apenas para dia 3 de maio.

Neste âmbito, será possível, então: a abertura de fronteiras terrestres com Espanha; restaurantes, cafés, pastelarias e similares poderão passar a funcionar em esplanada (até 10 pessoas por mesa) e em regime de mesa no interior (até seis pessoas por mesa) até às 22h30 durante a semana e ao fim de semana; salas de espetáculos poderão manter-se abertas até às 22h30 à semana e ao fim de semana; as lojas e centros comerciais passarão a poder manter-se abertos até às 21h00 à semana e 19h00 aos fins de semana e feriados. Regressam ainda todas as modalidades desportivas, a atividade física ao ar livre e os ginásios podem funcionar com aulas de grupo (observando as regras de segurança e higiene), bem como serão permitidos os eventos interiores com limitação de lotação e os casamentos ou batizados terão a lotação máxima de 50% dos recintos.

Estas medidas aplicam-se à generalidade do continente, ou seja, a 270 dos 278 concelhos. Da região do Tâmega e Sousa avançam todos para estas medidas, exceto Paredes que se mantém na fase atual do plano de desconfinamento (19 de abril) e Resende que recua para a anterior (5 de abril).

Contudo, da região terão de se manter em alerta Celorico de Basto, Cinfães, Paços de Ferreira e Penafiel, que, se na próxima avaliação mantiverem uma incidência de casos por 100 mil habitantes a 14 dias superior a 120, terão de recuar ou ficar retidos na atual fase de desconfinamento.

Daqui a uma semana será feita uma nova avaliação destas medidas para averiguar se os concelhos cuja situação epidemiológica melhore podem avançar no desconfinamento. António Costa explicou, em conferência de imprensa, que foi possível "dar o passo em frente para a próxima etapa", uma vez que há uma "tendência positiva" na matriz de risco, estando o país no quadrante verde: Portugal passou de uma incidência de 118 casos por 100 mil habitantes a 14 dias a 9 de março para 66 casos a 28 de abril; o índice de transmissibilidade está hoje em 1.

O governante sublinhou, contudo, que "nada está adquirido para o futuro" e que esta é uma "luta diária", por isso, a população deve "continuar com a disciplina" e "evitar contactos desnecessários". Mantém-se, por isso, o "dever cívico de confinamento" e o teletrabalho obrigatório até ao final do ano.

Tal como a ministra da Saúde, Marta Temido, já tinha afirmado esta semana, "no final de maio", é esperado que a população com mais de 60 anos já esteja vacinada.