Sociedade

Marcelo Rebelo de Sousa não renova estado de emergência

Ana Regina Ramos

27-04-2021

A partir de sexta-feira termina o estado de emergência.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou, esta terça-feira, em declaração ao país, que decidiu não renovar o estado de emergência.

O atual estado de emergência termina na próxima sexta-feira, dia 30 de abril. Portugal já estava em estado de emergência ininterruptamente desde novembro.

Para a decisão tomada agora por Marcelo Rebelo de Sousa, que teve em conta os especialistas, os partidos com assento na Assembleia da República e o Governo, pesou "a estabilização e até a descida do número médio de mortes, de internados em enfermaria e em cuidados intensivos, assim como a redução do r - indicador de contágio -, bem como a estabilização do número de infetados, ou seja, a incidência da pandemia".

Além disso, pesou também "o avanço em testes e - ainda mais importante - em vacinação", assim como "o já ter decorrido mais de um mês sobre a Páscoa e a primeira abertura das aulas e mais de três semanas sobre a segunda abertura das escolas".

O Presidente da República destacou ainda que considerou "o consistente e disciplinado sacrifício de milhões de portugueses desde novembro e, mais intensamente, desde janeiro e também como sinal de esperança mobilizadora para o muito que espera a todos na vida e na saúde, na economia e na sociedade".

Este passo dado "é baseado na confiança". "Não estamos, no entanto, numa época livre de COVID, livre de vírus. Podemos infetar os nossos contactos e permitir que a doença continue a transmitir-se. Enfrentamos ademais o risco de novas variantes menos controláveis pela vacina à medida que se multiplicam os contactos e as infeções", sublinhou.

Tudo isto justifica "uma preocupação preventiva de todos", uma vez que "cada passo é um passo baseado na confiança coletiva". "Há que manter ou adotar todas as medidas consideradas indispensáveis para impedir recuos, retrocessos, regressos a um passado que não desejamos e eu acrescento que, se necessário for, não hesitarei em avançar com um novo estado de emergência se o presente passo não deparar ou não puder deparar com a resposta baseada na confiança essencial para todos nós", rematou.

"Acredito na vossa sensatez e solidariedade numa luta que é de todos e nessa luta temos de poder contar com cada um de nós. Cada português conta e vai contar porque cada português sabe que é Portugal", concluiu.