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Seis anos depois, Filipa Narciso Rocha regressa aos corredores do CHTS como cirurgiã

Redação

No gabinete conhecida por Filipa Narciso Rocha, entre os amigos e família tratada por Filipa, é uma médica recém-especialista que escolheu o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) para aprofundar os seus conhecimentos na área da cirurgia geral e colocar "mãos à obra" junto dos pacientes.

Nasceu em Lordelo, concelho de Paredes, mas foi em Paços de Ferreira que cresceu. Este ano, após juntar-se à equipa do CHTS, encontrou na cidade de Penafiel a sua segunda casa. As paredes, corredores e salas do Centro Hospitalar não foram uma novidade. Para além de ser o Hospital da sua residência, já tinha conhecido a equipa em 2016 durante o seu ano de formação geral, onde passou por diversas especialidades. Esteve ausente cerca de seis anos, depois de ter tido uma vaga no Alentejo, em Beja, mas uma nova oportunidade surgiu e o sul ficou para trás.

O ano de 2023 acabou por marcar o encerramento de mais um ciclo e um novo recomeço em Penafiel. Em finais de maio, com 32 anos, Filipa Narciso Rocha regressou ao CHTS. "Regresso a esta casa, já conhecia grande parte das pessoas. É um Hospital perto da minha área de residência, da família e amigos e, felizmente, consegui voltar. Motivou-me pelo facto de estar perto de casa, mas também por já conhecer o serviço e saber que as coisas funcionavam bem e que havia bom ambiente", porque garante que "mesmo estando perto de casa se eu acha-se que era um Hospital onde não me ia sentir concretizada e em que não ia ter uma boa equipa, provavelmente não tinha vindo", partilha.

Filipa Rocha foi uma criança "um bocadinho indecisa", eram demasiadas as áreas que pareciam interessantes, mas lá no fundo o "querer ser médica" esteve sempre presente. "No secundário era boa aluna e achei que dentro da medicina era onde eu ia ter mais opções de escolha e pensei que ao escolher medicina que estaria a adiar um bocadinho a escolha de qual ia ser verdadeiramente a minha profissão".

A entrada na faculdade foi marcado por um interesse pela área de investigação e pelo laboratório, mas o contacto com "doentes" e com o "bloco operatório" despertou um interesse pela cirurgia e um fascínio pela "prontidão em resolver as coisas. Foi uma área que me fascinou e acabei por escolher cirurgia geral porque é uma área que abrange muitas áreas da cirurgia". No fundo, Filipa Rocha foi ao encontro da indecisão que sentia em pequena e abraçou um projeto que permite fazer "muita coisa".

De momento, faz parte do Grupo de Cirurgia Hepatobiliopancreatica que intervém na cirurgia da vesícula, pâncreas e fígado e espera "diferenciar-se" para se tornar "uma cirurgiã mais experiente". Nesta especialidade, a médica gosta, sobretudo, de conseguir "resolver o problema no imediato, de colocar mãos à obra e resolver a situação. Num curto espaço de tempo de devolver a saúde às pessoas", conta. 

Para si o trabalho no CHTS tem sido um "desafio muito grande. É um Hospital com elevada procura e embora estejam a ser feitas obras no sentido de aumentar o espaço e criar condições para atrair mais profissionais, ainda existe uma falta importante de pessoas a trabalhar no Serviço Nacional de Saúde (SNS)". 

Uma ausência que leva os médicos a ser "sobrecarregados, sobretudo, em trabalho de urgência". No entanto, olha para o "outro lado da moeda" e apela a uma "educação da população", dando como exemplo a fase da COVID. "Nessa época houve algo que era bom, isto é, a procura pelo Hospital era só feita quando o doente precisava mesmo, mas agora, e com a abolição das taxas moderadoras, as pessoas deslocam-se ao Hospital quando não existe indicação para isso. Reconheço que há uma falta de resposta a nível dos Centros de Saúde e, muitas vezes, a única alternativa é o Hospital, mas em certos casos não justifica. Devia ser feita uma educação da população e fazer uma aposta nos cuidados primários", termina. 

https://averdade.com/fnam-denuncia-graves-irregularidades-na-cirurgia-geral-do-chts/