Se pudesse escolher Jéssica Campos seria uma futura embaixadora, mas por agora é uma das melhores alunas da Escola Secundária de Paredes. No último ano letivo terminou o ensino secundário com a média de 18,1 valores, no curso de Línguas e Humanidades.

Quando era mais nova “não gostava muito de estudar” e dizia que “não queria continuar os estudos”. A partir do nono ano Jéssica confessa que começou “a gostar mais. Não tinha más notas, mas fui melhor aluna no secundário do que nos anos anteriores”, recorda.

Muitos alunos seguem um método de estudo, mas para a jovem estudante “gostar” foi o segredo para a média final de 18,1. “Antes do secundário tínhamos todas as disciplinas e havia algumas que não me interessavam tanto. A partir do momento que mudei e fui para um curso mais específico, comecei a aprender matérias que me interessam mais. Estava mais atenta nas aulas, esforçava-me, era mais natural, não estava obrigada a fazer aquilo”.

Jéssica Campos foi bailarina até ao ensino secundário. Uma atividade que “exigia muito tempo, não foi fácil”, mas garante que é possível conciliar tudo. Ter uma atividade e o tempo mais ocupado ajudou-a a saber gerir melhor o tempo. “O facto de ter um limite de tempo, fez com que me controlasse mais, senão acabava por procrastinar”.

O “equilíbrio” foi fundamental para a vida da aluna. “Na época de testes, estava muito nervosa porque só me ficava nos estudos e as aquelas horas dos treinos ajudaram imenso para relaxar e descomprimir”, garante.

Pronta para abraçar um novo desafio, Jéssica não esquece os professores que “sem dúvida ajudaram imenso. Há sempre o profissionalismo, mas ao mesmo tempo tornam-se nossos amigos”. Considera que teve “muita sorte” com o corpo docente que “sempre reconheceu” o seu esforço.

Línguas e Relações Internacionais é a área de candidatura da jovem de 18 anos que sonha “ir além-fronteiras. Gosto muito da diplomacia e se fosse a escolher seria embaixadora”, revela.

No início do ensino secundário Jéssica Campos esteve inscrita em Ciências e Tecnologias “pelos outros, porque tinha boas notas e tinha de ser médica”, mas terminou no curso de Línguas e Humanidades. “Estou muito agradecida por ter tido coragem para mudar. Pela minha experiência, acho que devemos seguir o nosso coração e se escolhermos uma área que gostamos, vamos ter sucesso sem dúvida alguma”, afirma.

Por isso, a jovem alerta os alunos para que “façam as coisas por gosto. É fazer um esforço por aquilo que queremos e trabalhar para isso”.