Saúde e Bem Estar

Santa Saúde: Ansiedade - um dos sintomas psicológicos da COVID-19

A Verdade

26-03-2021

Leia o artigo de Sandra Monteiro, psicóloga na Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses.

A ansiedade é uma reação comportamental natural e caracteriza-se como um estado de preocupação e antecipação apreensiva e excessiva do futuro, desproporcional e sem justificação evidente face às circunstâncias atuais, desencadeando diversos sintomas: tensão muscular, dificuldade respiratória, tremores, dor de cabeça, diminuição/aumento de apetite, dificuldade em dormir, batimento cardíaco acelerado, má disposição ou vómitos. Acresce a fata de concentração, incapacidade de relaxar, humor mais irritável, rejeição de contacto social e, ainda, maior propensão para a criação de conflitos com os outros.

Neste sentido, e tendo em conta o atual estado pandémico devido à COVID-19, assim como à necessidade de cumprir rigorosamente as medidas de proteção e todas as regras inerentes à prevenção da propagação do vírus recomendadas pela DGS e pela OMS, é expectável e normal que surjam sintomas e comportamentos de ansiedade e medo devido à incerteza acerca do futuro.

No entanto, apesar de, à partida, estes sentimentos nos parecerem desagradáveis e causarem desconforto, eles têm como principal função proteger-nos, isto é, são sinais de alerta. Permitem-nos estar vigilantes e adotarmos comportamentos pró-sociais e pró-saúde, permitindo-nos adaptar à situação, de modo a promover a nossa saúde e segurança, e por consequência, as dos outros. Deste modo, poder-se-á afirmar que é um sentimento que, atualmente, em maior ou menor grau, nos afeta a todos e que podemos aprender a gerir.

Como? Adotando estratégias que nos permitam regular a ansiedade e combater o medo exagerado daquilo que nos está a causar desconforto.

Que tipo de estratégias? Concentre-se naquilo que está ao seu alcance para a contenção do vírus, mantenha as suas rotinas, faça exercício e alimente-se bem, realize atividades que lhe deem prazer, mantenha os contactos à distância com amigos e familiares, crie um espaço/momento de relaxamento diário, confie nas suas capacidades para lidar com situações difíceis. Se os seus sentimentos de inquietação forem excessivos e persistentes, peça ajuda e recorra ao Serviço de Psicologia da SCMMC.

Sandra Monteiro, psicóloga na Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses