Sara Ferreira tem 24 anos e é natural de Lousada. O violino faz parte da sua vida desde os cinco anos e quer fazer da música a sua profissão.

A jovem emigrou há seis anos para a Alemanha, onde realizou uma licenciatura, iniciou uma experiência numa orquestra profissional de alto nível e está, atualmente, a tirar um mestrado, sendo bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian.

Antes de emigrar, realizou um curso de música no ensino secundário e estudou na Escola Superior de Música do Porto. Após um longo percurso não lhe restam dúvidas que quer fazer da “música carreira”.

Desde criança que participa em concursos nacionais e internacionais, mas em 2021 foi a altura de vencer o Primeiro Prémio de Violino do Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa. “O concurso valeu mesmo a pena pelo prémio, porque tinha o agendamento de dois concertos com a orquestra Filarmonia das Beiras e a Orquestra Sinfónica Portuguesa”, conta Sara Ferreira.

A jovem artista diz que já tinha conhecimento do concurso e que ele decorria “todos os anos, mas para diferentes grupos de idades. Nunca tinha calhado bem eu participar na minha categoria”. No ano passado, reparou que o concurso estava aberto para o ensino superior e “com a pandemia, a primeira fase foi feita via gravação, o que foi muito conveniente. Fui aceite para a segunda fase e a prova final aconteceu em Lisboa, ao vivo, passei à final e fiquei colocada em primeiro lugar”.

Sara Ferreira realiza dois a três espetáculos mensalmente e tem, ainda, um projeto de música de câmara com o seu quarteto na escola do mestrado, com um concerto agendado no final de outubro.

Sara não sabe quando poderá regressar a Portugal, mas tem esse desejo presente. “Gostava muito de voltar a tocar mais em Portugal, foi essa também a motivação que me fez participar no concurso, foi poder apresentar-me em grandes palcos e recriar contactos que tinha perdido”, acrescenta.

Atualmente, o grande sonho é “ganhar uma posição fixa numa orquestra e terminar o mestrado. Possivelmente prosseguir com estudos de aperfeiçoamento artístico”.

Texto redigido com o apoio de Daniela Lenchyna.