Os dois últimos anos foram, no mínimo, diferentes para todos os alunos do país devido à pandemia da COVID-19. As aulas passaram a ser online, não houve festas nem jantares de curso e também ficou suspensa a tão aguardada semana académica, que fica na memória de todos os finalistas e caloiros. Este percurso académico invulgar, cheio de pausas e limitações não permitiu a Rui Carvalho, aluno finalista da Universidade Fernando Pessoa, no Porto, como a tantos outros, “viver a vida académica que sempre” sonhou. 

“Não tive oportunidade de aproveitar nenhuma queima desde o início do meu percurso académico. Não tive acesso às atividades que, por norma, um aluno universitário tem a oportunidade de vivenciar”, relembra o jovem de Penafiel. No entanto, este ano, a Queima das Fitas regressa ao Porto, em maio. “Com esta Queima, quero poder recuperar os anos perdidos e criar memórias que me possam devolver esse tempo que a pandemia não me permitiu viver”, revela o aluno universitário. 

Um início académico normal deu a oportunidade ao aluno da UFP de viver muitos momentos a nível académico e praxístico, mas que, inesperadamente, lhe foram tirados pela chegada de uma pandemia, que obrigou a “adiar, por tempo indeterminado, todas as atividades previstas no calendário, tanto por parte das universidades, como por parte da Academia do Porto”. Esta paragem inesperada tirou muitas vivências e possíveis memórias aos alunos que iniciavam, em 2019, aquela que se previa ser uma das melhores fases das suas vidas. “Como caloiro, não tive a experiência de ter uma queima e passar por todos aqueles processos da primeira semana académica, por todas as atividades e progressos que seria esperado viver a nível praxístico. Não me foi permitido viver a vida académica que, junto com os meus colegas, sempre sonhei”, confessa.

Rui Carvalho, presidente do Núcleo de Ciências da Comunicação da Universidade Fernando Pessoa, tem planos para dar aos alunos aquilo que não tiveram a oportunidade de ter até agora, de forma a “tornar este ano, um ano único, não só para os finalistas, mas para todos os alunos do curso”. “Com o levantamento das restrições e o regresso à normalidade, eu, juntamente com os meus colegas, começámos a pensar e projetar em atividades que permitam o criar os laços entre os estudantes de maneira física, com a possibilidade de se unirem, conhecerem e viverem uma vida académica mais interativa e memorável, para que esta fase não passe em branco”, revela.

Perante a possibilidade de viver o seu último ano “à maneira antiga e como sempre” esperou, Rui Carvalho afirma que: “esta vai ser a despedida que nós, finalistas, merecemos, aquela com que sempre sonhámos. Vamos poder despedir-nos desta fase tão boa da melhor maneira possível, juntos e em festa”.

Texto redigido com o apoio de Ana Ferrás, aluna estagiária da Universidade Fernando Pessoa.