A escrita e a leitura foram sempre as ‘amigas de todas as horas’ de Rogério Paulo Peixoto, que vive no concelho de Penafiel. Acompanharam a sua vida e, hoje em dia, estão impressas em livros e num blogue da sua autoria. A obra mais recente é o livro de poesia “A Deus”.

“Autobiográfico e intimista” é assim que Rogério Paulo Peixoto descreve este seu primeiro livro de poesia, que é uma compilação, um “best off”, do que foi escrevendo ao longo dos anos no seu blogue “Rabiscos de Alma” e nas suas anotações. “Todo ele é o que eu sou intrinsecamente e no sangue e na verdade e na palavra. É uma identificação minha em cada palavra e em cada verso”, refere ao Jornal A VERDADE, acrescentando que é um “livro cru” e “não é de gosto fácil, pois é muito duro em certas palavras”.

A ideia surgiu durante a pandemia, de um “por que não?”, e para tentar superar o “medo da edição” e de “não fazer um produto bom”, uma vez que a publicação do último livro, de ficção científica, não correu como estava à espera. O livro já está em pré-venda e estará disponível para venda a 1 de agosto. A apresentação oficial ainda não tem data marcada.

“O essencial e a grande prova para mim era vencer este medo da edição e, claro, há sempre o objetivo de seguir. Tenho ideias de imensos contos. Esta cabeça não para. Mas quem sabe o que podemos fazer disso”, sublinha.

Rogério Paulo Peixoto recorda que já conta com histórias escritas desde os 16 anos e que já participou em colectâneas de poesia e noutras obras. “Enquanto damos uma caneta e um lápis a um miúdo para pintar, a mim, davam cadernos em branco para eu escrever. Em cada sebenta escrevia uma história e sentava-me a contar as histórias aos meus pais, criando personagens sempre”, lembra. Atualmente, não faz da escrita profissão, pois é agente de seguros desde 2012, mas, como passa “muito tempo no escritório” e o “cérebro não para”, está sempre a passar as suas ideias para o papel ou para aquela que considera a sua “oficina”, o blogue.

É na internet, sob o mote “Registos de uma Alma em rascunho!”, que o autor escreve textos e ideias de conto. A mulher da fotografia deste blogue é a mesma que marca presença na capa desta última obra.

“A vida é uma eterna poesia. É tão importante deitar cá para fora. Passamos tempos tão conturbados ultimamente, tão fechados em nós mesmos que, se calhar, se tivermos algum sonho, é agora. É muito fácil a realidade mudar amanhã. Temos de aproveitar estes dias de sol, esta liberdade e este tempo de partilhar”, rematou.