Paredes

Jovem de Paredes: "A leitura sempre foi uma boa maneira de aprender"

Ana Regina Ramos

11-05-2021

Maria João Sousa venceu a fase intermunicipal do Concurso Nacional de Leitura e reconectou-se com os livros.

Foto: Município de Paredes

Maria João Sousa está no 12.º ano e estuda na Escola Secundária de Paredes. Venceu as provas da fase intermunicipal do 14.º Concurso Nacional de Leitura e vai representar o concelho na fase nacional.

Esta foi a primeira vez que participou neste concurso e conta que "foi uma maneira de voltar a conectar com o mundo da leitura".

"Sempre gostei bastante de ler e a minha mãe sempre me colocou muito o 'bichinho da leitura'. Desde pequenina que líamos bastante juntas, foi ela sempre que me cultivou este incentivo a ler. Ultimamente, deixei um pouco de ler; no fundo, o concurso foi uma maneira de reconectar com todos os livros e, principalmente, com a literatura portuguesa", conta ao Jornal A VERDADE.

A participação surgiu um pouco de forma inesperada e Maria João não sabia muito bem o que esperar. Leu os livros, preencheu os formulários (que continham questões de escolha múltipla e uma de desenvolvimento sobre cada obra) e entregou-os na escola, "sem pensar muito no que viria a seguir", e teve ainda uma prova oral em que teve de ler expressivamente um excerto de um livro à sua escolha e responder a questões. Foi recebendo a notícia de que tinha passado à próxima fase e, "agora, cada vez mais" consegue incentivar-se a participar.

Leu "Maria Moisés", de Camilo Castelo Branco, "O Jantar do Bispo", de Sophia de Mello Breyner Andresen, "Viagens da Minha Terra", de Almeida Garrett, e "Morreste-me", de José Luís Peixoto.

"Sem dúvida que gostei! Foi bastante interessante! Não estava à espera, fiquei bastante entusiasmada e orgulhei-me bastante, de certa forma", disse em relação a ter vencido esta fase do concurso.

Agora, segue-se a Fase Nacional, no dia 5 de junho, cuja prova de pré-seleção, online, será a 19 de maio. Maria João Sousa afirma que não quer "ter expectativas muito elevadas", uma vez que não sabe como vai ser a próxima fase e, por isso, sente-se "ansiosa", mas explica que ficará satisfeita com o resultado que tiver porque já chegou "bastante longe".

Para a jovem, "a leitura sempre foi uma boa maneira de aprender", pois começou a ler livros em inglês "para começar a entender mais a língua e estar mais dentro dos assuntos" que lhe seriam úteis, o que a ajudou a subir também a nota dessa disciplina.

O estilo de livros que prefere está relacionado com romances, aventuras e ficções, mas o livro que mais a marcou até hoje foi "A Fada Oriana", de Sophia de Mello Breyner Andresen. "Esse livro sempre me tocou bastante. No fundo, foi por causa da minha mãe que comecei a ler, esse foi uma prenda e foi isso que me deu, basicamente, o 'pezinho' para alcançar algo mais", remata.