Na sequência de uma análise do Portal da Queixa, o número de reclamações dirigidas ao IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes duplicou no primeiro trimestre deste ano, comparativamente com o período homólogo de 2021.

“A dificuldade na troca da carta de condução foi o principal motivo de reclamação dos consumidores, a gerar 53% do total das queixas e a registar uma acentuada subida de 76% face ao ano anterior”, refere um comunicado.

Entre janeiro e março deste ano, o Portal da Queixa recebeu mais de 1.600 reclamações relacionadas com o IMT, identificando-se “a tendência crescente do número de queixas dirigidas a este organismo público”. Em 2022, assiste-se a “uma duplicação do número de reclamações (aumento de 106%), comparativamente com o primeiro trimestre de 2021, onde se registaram 800 queixas”.

Em abril deste ano, uma nova análise do Portal da Queixa revelou que “a curva de crescimento de reclamações contra o IMT continua a manter a tendência ascendente”, uma vez que, nas últimas três semanas de abril, a entidade recebeu cerca de 473 queixas, representando um aumento de 45% face ao ano anterior (que registou 325 reclamações no mesmo período considerado).

Do total de reclamações feitas pelos consumidores contra o IMT, “53% denunciam problemas com a troca de cartas de condução, sendo que 20% destas, referem-se a problemas específicos com a troca da carta de condução estrangeira”. Este ano, para além das reclamações relativas aos problemas e atrasos com a troca das cartas de condução, o mau funcionamento do serviço de atendimento ao cliente do instituto, a incapacidade de resposta e solução, bem como as dificuldades no funcionamento do portal do IMT são outros dos motivos de insatisfação reportados pelos consumidores.