Esta segunda-feira, dia 3 de outubro, foi apresentado o estudo para a reabilitação da linha do Douro, no troço Pocinho/Barca d’Alva, desenvolvido pela CCDR-Norte e a Infraestruturas de Portugal, no salão nobre da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta. Uma das principais conclusões foi que a reabilitação da Linha do Douro entre Pocinho/Barca D’Alva foi considerada “rentável”.

A sessão teve como objetivo a apresentação das conclusões do estudo, tendo como pontos principais a “componente de reabilitação da infraestrutura ferroviária e a dimensão da viabilidade e impactos económicos da sua reativação”, informa nota de imprensa da CCDR-Norte (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte).

“Embora a Linha seja, per se, um projeto rentável e com sentido, “desafiou” o governo da Região vizinha de Castela e Leão a fazer o prolongamento da Linha para lá da fronteira”, afirmou o presidente da CCDR-Norte, António Cunha.

O Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, garantiu que “durante o primeiro trimestre de 2023 será lançado o concurso para o projeto”.

Do ponto de vista económico, o projeto foi considerado “rentável”, visto que “os benefícios económicos, sociais e ambientais superam os custos”, segundo comunica de imprensa do CCDR-NORTE.

Ainda, no setor do turismo, conclui-se que a Linha do Douro entre Pocinho e Barca D’Alva “gera importantes impactos”. Segundo o estudo, “no total dos 26 anos de exploração do projeto serão criados mais de 4700 postos de trabalho, sendo que as atividades mais beneficiadas serão a hotelaria e a restauração”, lê-se no estudo.

“É com estes projetos estruturantes que atraímos e mantemos investimento privado”, destacou a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.

Segundo o documento, os impactos são justificados por “uma procura diária de 256 passageiros no primeiro ano e de um crescimento constante ao longo do tempo”, com as principais motivações de “lazer e turismo”.

O estudo refere, ainda, que o projeto “assume uma dimensão regional. “De facto, metade dos benefícios do turismo estão concentrados em 4 municípios, enquanto os outros 50% repartem-se, sobretudo, pelo território do Douro em função da distância face à LPBA”, acrescenta o documento.

A sessão de apresentação contou com as presenças do Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, do presidente da CCDR-NORTE, António Cunha, e do presidente da CIM Douro, Carlos Silva Santiago, entre outros responsáveis.

O estudo completo está disponível no link.