Vários têm sido os casos relatados de alegadas tentativas de burla na região do Tâmega e Sousa. Contactada pelo Jornal A VERDADE, a GNR informa não ter “registo de denúncias que possam estar relacionadas com as situações descritas”.

No entanto, afirma que, “em caso de burla, a vítima deverá denunciar o crime ao posto policial da área de residência, por forma a que se consiga adequadamente monitorizar e melhor gerir os recursos disponíveis”.

“Por norma, os burlões são homens e mulheres bem vestidos, bem falantes, com voz calma e afável, com uma conversa convincente e cativante que levam as pessoas a fazer aquilo que não querem, apresentando-se como familiares, amigos de familiares ou funcionários de alguma empresa. Muitas vezes, usam o ‘conto do vigário’ para ludibriar as vítimas”, continua a GNR.

Além disso, “os burlões fazem-se passar ainda por funcionários de várias empresas/instituições, nomeadamente, da segurança social, da EDP, de companhias de telecomunicações e funcionários da Câmara Municipal, por forma a garantir o acesso às pessoas e às suas residências”.

Desta forma, a GNR destaca os seguintes conselhos:

  • Não fornecer informações pessoais ou de conhecidos a indivíduos estranhos;
  • Circular preferencialmente por ruas iluminadas e movimentadas;
  • Não transportar quantias elevadas de dinheiro;
  • Não assinar documentos sem ter a certeza do seu conteúdo;
  • Sempre que possível, tentar anotar os dados de veículos estranhos na zona;
  • Não confiar em indivíduos estranhos, bem-falantes e cheios de boas intenções;
  • Desconfie de esquemas que lhe ofereçam dinheiro fácil;
  • Todos os funcionários da Água, Luz, CTT, Segurança Social e bancos, estão bem identificados. Em caso de dúvida, não os deixe entrar em casa;
  • Não demonstre estar sozinho, mesmo que não esteja ninguém em casa, chame por um familiar próximo, isso afasta qualquer burlão;
  • Caso desconfie de algo, deve ligar imediatamente para a GNR.