A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) emitiu esta sexta-feira, dia 23 de dezembro, um aviso à população, devido às condições meteorológicas adversas previstas para os próximos dias.

De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Português do Mar e da  Atmosfera (IPMA), prevê-se para os próximos dias um agravamento das condições  meteorológicas, com chuva persistente, vento e agitação marítima.

Estão previstos períodos de chuva, em especial no Norte e Centro, sendo persistente e por vezes forte no Minho e Douro Litoral, entre o final da tarde do dia 24 de dezembro e o final da tarde do dia 25 de dezembro, e na região Centro durante o meio da manhã e a tarde do dia 25 de dezembro.

O vento a “predominar do quadrante sul mais intenso a partir da tarde do dia 24 de  dezembro no litoral oeste e nas terras altas da região Sul (<40 Km/h), soprando  até 50 Km/h e com rajadas da ordem dos 80 Km/h nas terras altas do Norte e Centro”, foi revelado.

Em função das condições meteorológicas presentes e previstas é expectável, segundo a ANEPC: ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais  por obstrução dos sistemas de escoamento;  ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios  e ribeiras;  instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos,  derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela  remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do  solo; arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de  estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que  podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;  piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água. 

A ANEPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, “sobretudo através  da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção  para estas situações”, nomeadamente: 

− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de  inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre  escoamento das águas;  

− Não se expor às zonas afetadas pelas cheias;

− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards  e outras estruturas suspensas;  

− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando  atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte; 

− Ter especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais  vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação e  permanência nestes locais;  

− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a  possível formação de lençóis de água nas vias;  

− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou  viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;  

− Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva,  desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos  muito próximos da orla marítima;  

− Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças  de Segurança.