O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para esta terça-feira, dia 8 de novembro, períodos de chuva ou aguaceiros, por vezes fortes.

Tal situação poderá ser sentida “em especial no litoral e zonas montanhosas das regiões Norte e Centro, podendo acumular mais de 10 mm numa hora ou 30 mm em seis horas no Minho e Douro Litoral, entre o fim da madrugada e o meio da tarde, e que podem ser acompanhados de trovoada”.

Além disso, está previsto ainda vento de sudoeste, por vezes forte na faixa costeira, em especial a norte do Cabo Carvoeiro, e nas terras altas do Norte e Centro (com rajadas até 70 km/h), e agitação marítima na costa ocidental do Norte e do Centro, com ondas de noroeste, com quatro a cinco metros de altura significativa, até quarta-feira.

De acordo com a informação disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na bacia hidrográfica do Douro, “não são expectáveis situações críticas, com exceção do Rio Sousa (Paredes), onde poderá ocorrer um aumento significativo das afluências”.

Face a esta situação, poderão ocorrer: inundações em zonas urbanas, “causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento”; cheias, potenciadas pelo “transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras”; instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) “motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo”; e arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de “episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública”.

Assim, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados.

Em concreto, aconselha a:

− Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

− Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

− Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

− Ter especial cuidado na circulação junto a zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a fenómenos de transbordo dos cursos de água, evitando a circulação e permanência nestes locais;

− Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível formação de lençóis de água nas vias;

− Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

− Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.