O Plano de Ação Climática (PMAC) do concelho do Marco de Canaveses foi aprovado na tarde desta sexta-feira, dia 26 de julho, em sede de reunião pública do executivo.
A apresentação do ponto ficou a cargo da presidente da Câmara Municipal do Marco de Canaveses, Cristina Vieira, que explicou que este plano, concertado com a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa), foi aprovado em Assembleia da República e pretende definir "objetivos, princípios, direitos, deveres e obrigações em matéria da ação climática e que são estabelecidos num diploma legal". Este plano pretende "assegurar a política municipal de ação climática", reconhecendo também a "pertinência de se desenvolver uma abordagem integrada sobre as temáticas relacionadas com a ação climática dentro da comunidade, que tomou a iniciativa de promover a elaboração do plano em vários municípios".
Sobre este assunto, Mário Bruno Magalhães, vereador sem pelouro da Câmara Municipal do Marco de Canaveses, apontou que "estes planos são importantes", contudo defendeu que "mais importantes são as ações que decorrem destes planos". E acrescentou que é importante "pensar global e agir local. A sustentabilidade está nas nossas mão, não nas mãos dos outros. Tudo o que foi apresentado dá a ideia de que, de facto, se está a fazer e eu gostaria de perguntar o que tem sido feito pela senhora presentes, nestes últimos anos, a nível do desenvolvimento sustentável".
De acordo com o vereador, "as luzes da câmara municipal estão ligadas à noite e julgo que isso não contribui nada para o desenvolvimento sustentável. De facto, do ponto de vista do consumo de energia elétrica, não é com um carro elétrico que se resolve o problema" e questionou ainda sobre a "iluminação festiva. Parece-me que até tem vindo a aumentar, o que pode ser até positivo, mas não faz parte daquilo que é o desenvolvimento sustentável", falando ainda sobre a questão das "torneiras no edifício da câmara municipal".
Mário Bruno Magalhães solicitou ainda o "somatório da energia elétrica consumida nos últimos anos (2021, 2022, 2023 e até ao mês em que estamos)", referindo para não fazer "com narrativa, para fazer com dados. Diga-me que em 2024 gastamos 'isto' com energia elétrica e, no mesmo mês, no passo passado, foi gasto 'tanto'".
Em resposta, a presidente da câmara, Cristina Vieira, recordou que o plano foi feito pela CIM, "com técnicos especialistas na matéria, que foram contratos para fazer um plano de ação para oito dos onze municípios", acrescentando que o tempo usado pelo vereador foi para "fazer uma retórica que não acrescentou nada. O senhor teve a oportunidade de votar no dia 5 de março este plano, devia tê-lo estudado e podia ter feito perguntas. Esteve em consulta pública durante 30 dias e não houve uma sugestão. Hoje, termos um vereador a fazer uma intervenção sobre um plano e falar de torneiras…Vou-lhe dar um exemplo daquilo que pode ser a redução da tarifa da energia no Marco de Canaveses, nós vamos reduzir a conta da eletricidade pública para menos de metade. Todas as obras que fazemos nas escolas levam capoto para eficiência energética, levam iluminação LED, caixilharia, por isso o senhor vereador anda mesmo distraído".
O ponto foi votado por unanimidade.
