Celebra-se esta quarta-feira, dia 1 de junho, o Dia Mundial da Criança e o Jornal A VERDADE traz-lhe a história dos “Marotos da Concertina”.

É a paixão pela música que une Maria Eduarda, Samuel Almeida e Jacinta Pinto, que juntos formam os Marotos da Concertina, um grupo musical de Penafiel.

Foi aos nove anos que o gosto pela música entrou na vida de Maria Eduarda, “quando os meus colegas de escola me incentivaram a aprender a tocar concertina, na associação onde já andavam. Comecei a aprender a tocar e fui cantando umas quadras populares”, relembra a jovem, hoje com 13 anos. 

Maria Eduarda

Mais ou menos com a mesma idade Samuel Almeida, de 14 anos, viu nascer a paixão pela concertina, “quando o meu pai, numa feira, me ofereceu uma concertina de brincar. Depois quis aprender a tocar numa verdadeira e como tinha um primo que andava numa associação de bombos, e tinha lá um professor de concertina, decidi ir lá aprender”.

Já Jacinta Pinto, de 18 anos, conta que a paixão musical  nasceu com ela. “Sempre gostei muito de ouvir a minha mãe a tocar qualquer instrumento e a cantar para mim. Com o passar dos anos, ela ensinou-me a tocar órgão e aos 13 anos fui convidada para entrar num grupo de bombos para tocar gaita de foles, um convite que aceitei logo. Nesse grupo havia muita gente a tocar concertina e foi em brincadeira que aprendi a tocar”, conta.

Eram “pequenos” quando os três começaram a cantar e a tocar juntos, “e como as pessoas achavam piada, os nossos pais em finais de 2018 decidiram formar o grupo”, revela Maria Eduarda.

Com  9, 11 e 14 anos, Eduarda, Samuel e Jacinta, deram início aos “Marotos da Concertina”, conciliando o grupo com a escola. Maria Eduarda confessa que “como sempre fui boa aluna, não foi difícil conciliar a escola com a música. Claro que me deixou com menos tempo livre, mas tive de geri-lo bem e continuo a fazê-lo para que tudo corra bem”. Samuel e Jacinta partilham da mesma experiência que a colega. Para o primeiro gerir tudo “sempre foi simples pois colocámos a escola sempre em primeiro lugar e somos todos excelentes alunos”. Conciliar a escola e os concertos dos Marotos da Concertina correu “melhor do que podia pensar”, diz-nos Jacinta, “porque a música ajuda-me a relaxar e com isso as notas foram melhorando”.

Apesar da “responsabilidade” com que encaram o trabalho que fazem nos “Marotos da Concertina”, aquelas crianças, em tenra idade, viam a música como “um passatempo, uma diversão e um refúgio às tecnologias. A música era um passatempo e divertia-me porque era tudo na brincadeira”, diz Maria Eduarda. 

Os três jovens começaram “algo novo, que os amigos gostaram e seguiram os passos” e Jacinta Pinto considera que foram “um exemplo para algumas crianças”. Para além disso, Samuel Almeida considera importante “nunca deixar morrer as tradições”. O sucesso dos “Marotos da Concertina” cresceu e deu lugar a um disco gravado “e a bastantes espetáculos durante o verão”.

Neste Dia Mundial da Criança, o grupo deseja “que todas as crianças possam seguir os seus sonhos e que não sejam privadas da sua liberdade. Vivam a vida todos os dias, pois ser criança é o melhor que nós temos”, conclui Maria Eduarda.