Como tantos outros portugueses, Paulo Ramalheira Teixeira foi infetado pela COVID-19 e ao fim de 14 dias deixou  “de poder caminhar e fui internado com uma insuficiência respiratória”, conta ao Jornal A VERDADE.

Depois do internamento nos cuidados intensivos, regressou a casa “e no dia seguinte tive uma trombose e uma embolia pulmonar, que me obrigou a um internamento urgente novamente”.

Durante o internamento, Paulo Ramalheira Teixeira foi “tomando alguns apontamentos e quando estava prestes a ter alta, perguntei aos profissionais como poderia agradecer a forma como fui tratado. E eles disseram ‘escreva qualquer coisa sobre isso’”. E assim surgiu ‘Devolveram-me a vida duas vezes’, dentro das paredes do hospital, que se apresenta como “um tributo ao serviço nacional de saúde”, sublinha.

“Um tributo”, como apelida, será apresentado no auditório do Hospital Padre Américo, em Penafiel “porque faz todo o sentido. Isto não tem objetivo comercial, é um documento para memória futura e para agradecer àqueles que por duas vezes me salvaram a vida”

Paulo Ramalheira Teixeira convite todos os interessados a assistir à apresentação do livro, com entrada livre. “Pretende-se uma cerimónia simples, mas que fique para memória futura, porque os profissionais de saúde foram incansáveis. No meu caso em particular, devolveram-me a vida duas vezes, que foi a frase que eu ouvi às duas da manhã por uma médica”, conclui.