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Penafiel
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Penafiel inaugura memorial em Entre-os-Rios para assinalar 25 anos da tragédia da Ponte Hintze Ribeiro

O município de Penafiel assinalou esta quarta-feira, dia 4 de março, o 25.º aniversário da tragédia da Ponte Hintze Ribeiro com uma cerimónia oficial em Entre-os-Rios.

Redação

O evento incluiu a inauguração de um memorial que presta tributo às 59 vítimas do colapso e reconhece publicamente os profissionais e entidades envolvidos nas operações de socorro.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Pedro Cepeda, “Esta é, acima de tudo, uma homenagem de respeito e de memória. Queremos lembrar as vítimas, as suas famílias e reconhecer o papel de todos os profissionais e entidades que estiveram no terreno em circunstâncias muito difíceis”.

Homenagem aos "Heróis" do resgate

Para além de evocar os que partiram, a cerimónia foca-se no esforço coletivo das equipas de emergência que atuaram durante cerca de três meses em condições climatéricas adversas. Entre as entidades reconhecidas encontram-se os fuzileiros, a Marinha, o INEM, a GNR, e os próprios municípios e juntas de freguesia da região.

Pedro Cepeda sublinha que as operações de Entre-os-Rios permanecem como uma das mais complexas realizadas em Portugal: “Entendemos que era justo homenagearmos as vítimas, a sua memória, mas também os heróis, pois também mostraram o melhor que o nosso país tem”. O autarca referiu ainda que a experiência marcou profundamente os operacionais, notando que, em conversas recentes, muitos descreveram aquele como “um dos momentos mais marcantes da sua vida”.

Arquitetura e simbolismo do memorial

O monumento nasceu de um desafio lançado pelo Grupo de Fuzileiros do Norte e foi projetado pelo arquiteto José Melo, da Câmara Municipal de Penafiel. A estrutura foi concebida para harmonizar as duas margens do Rio Douro, servindo de complemento ao monumento do "Anjo de Portugal" localizado em Castelo de Paiva.

“Este monumento... procurou, desde logo, dar maior dignidade a este espaço... e sobretudo criar um equilíbrio estético entre este lado da margem e o monumento do Anjo de Portugal que existe em Castelo de Paiva”, explicou o edil. Pedro Cepeda descreve a obra como “uma caixa aberta, com um interior iluminado, que durante a noite também poderá ser sentido como um espaço que leva à reflexão, à memória das pessoas que nos partiram”.

A estrutura inclui uma placa evocativa de todas as forças de segurança e proteção civil, simbolizando um “gesto de dignidade e de reconhecimento coletivo” para manter viva a memória de um acontecimento que impactou profundamente a região do Tâmega e Sousa e o país.