Decorreu esta quinta-feira, dia 7 de julho, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Penafiel, a assinatura do Auto de Consignação da construção do troço do IC35 entre Penafiel e Rans. O evento contou com a presença de Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação.

A construção do troço do IC35 entre Rans e Entre-os-Rios é, para o presidente da Câmara Municipal de Penafiel, Antonino de Sousa, “um momento importante na vida do concelho e da região. Se não fosse tão importante, não estavam presentes tantos autarcas nesta cerimónia. Vinte e um anos depois da queda da ponte de Entre-os-Rios, depois dez ministros das obras públicas e seis primeiros-ministros. E depois de 90 vidas que se perderam nestes mais de 20 anos de espera, este é um momento histórico”.

Antonino de Sousa destacou o papel de Pedro Passos Coelho, ex-primeiro ministro, e de Pedro Nuno Santos, atual ministro das Infraestruturas, mas também “dos autarcas que, ao longo destes anos, lutaram para que esta obra fosse possível. É de facto uma intervenção muito importante. A região fica reconhecida porque estamos a falar de um anseio de mais de duas décadas”

Durante o discurso, o presidente da Câmara Municipal de Penafiel abordou ainda outras obras que considera “fundamentais” para o desenvolvimento da região, como a EN106.

A cerimónia contou com a presença do vice-presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, José Serrano Gordo, que partilhou a alegria “de um dia histórico. Esta parte do IC35 tem um quilómetro e meio de extensão e destina-se a juntar a parte da rotunda de Rans que depois terá continuação até à EN106, que está em vias de contratação. Esta empreitada tem o valor de 5, 5 milhões”, referiu.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, considerou “um dia muito importante, depois de anos e anos em que o povo esperou que lhe fosse reconhecido o que é seu por direito. A verdade é que temos, infelizmente, no nosso povo, quem sente que foi esquecido, que não acredita. Uma grande parte do território, que precisou de esperar pelo investimento. Mas mesmo assim não deixou de contribuir para a riqueza do país”.

É um “orgulho” para Pedro Nuno Santos “fazer parte de uma história que começa, finalmente. Hoje arrancamos com mais um troço. O IC35 é a justiça que se faz ao povo desta região. Estamos a respeitar o povo, quem trabalha, quem merece e quem tem o direito”, sublinhou.

O ministro das Infraestruturas e da Habitação recordou as várias obras que estão incluídas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). “São investimentos que fazem justiça ao povo. Estamos a cumprir o nosso trabalho e a respeitar quem trabalha”, destacou.

Pedro Nuno Santos terminou a intervenção reiterando “a consciência de que ninguém pode ficar para depois. Esta obra é do povo de Tâmega e Sousa. Esta obra não é dádiva de nenhum político, é a conquista de um povo que já esperou demasiado tempo”, finalizou.

Este empreendimento, que tem um prazo de execução de 450 dias, é promovido no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência – Componente C7, que contempla investimentos rodoviários “com vista a adequação da capacidade da rede rodoviária, reforçando as acessibilidades aos grandes corredores e às interfaces multimodais”.

A assinatura deste auto contou com a presença de vários representantes dos concelhos da região do Tâmega e Sousa, bem como da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.