Neste mês de dezembro, a iluminação e a decoração natalícia preenchem a casa de muitos portugueses, mas há aqueles que o fazem de uma forma mais “especial”. Que o diga Márcia Sousa que, desde há quatro anos, vê a sua casa ganhar um novo ‘rosto’ durante o Natal. 

O exterior fica reservado a um “grande” presépio com “cerca de três metros e meio de comprimento por dois de largura”. Composto por mais de 250, todos os anos “vai aumentando e nunca está igual”, conta Márcia em entrevista ao Jornal A VERDADE. 

Desde “pequenos” que ela e o marido, Ricardo Magalhães, gostam do presépio e, hoje, continuam o gosto, juntamente com o pai de Márcia, o senhor José Costa. 

“No tempo dos nossos pais fazíamos sempre no interior, um presépio pequenino. As peças são grandes e se as colocar na minha sala ocupa todo o espaço. Por isso, optamos por fazer debaixo da nossa varanda”, conta.

De imagens grandes a peças mais pequenas, o presépio demorou três dias a estar pronto. “Estivemos um domingo inteiro só para colocar os bonecos e o musgo. Além disso, tivemos de montar a base de madeira, as fontes e isso demora mais. Começamos numa sexta-feira e acabamos num domingo à noite”, revela Márcia.

Como é habitual em quase todas as famílias, a decoração, e neste caso o presépio, é posto no dia 1 de dezembro, “mas este ano atrasou um bocadinho”. Márcia está grávida e o primeiro filho do casal começa a acompanhar a tradição ainda na barriga da mãe. “Vai ser um Natal mais especial. Para o ano, se calhar já começa a querer partir alguns bonecos”, diz em tom de brincadeira.

O objetivo, garantem “é aumentar dentro do espaço que temos. Todos os anos queremos ter mais alguma coisa, embora agora já comece a ser mais complicado. Mas nós arranjamos sempre alguma coisa”. Este ano, a novidade é a “tasca do mau feitio. Tínhamos um homenzinho com os pipos às costas, e fizemos mesmo a tasca, para ser diferente”, conta.

Para Márcia, a “pior parte” chega na altura de desmontar o presépio. “Montar é uma alegria, mas desmontar custa mais. Arrumamos depois dos Reis, quando acaba mesmo tudo”.

O presépio pode ser visto na Rua de São Sebastião, freguesia de Cete (Paredes) e “anima todos os vizinhos. É uma alegria chegar a casa e ver tudo iluminado, as fontes a correr, as imagens, gostamos muito”.

Em 2023, a tradição será “para continuar” e com um novo membro na família.