Artigo de Lúcia Resende.

M de Mulher, em louvor a todas as mulheres com M GRANDE.

M de Multitarefas. Que são o motor de um lar! Organizam uma casa, seguram os filhos no colo, ajudam nos trabalhos da escola… E cuidam de tudo, dentro e fora de portas. Desdobrando-se, com rigor e método, em tarefas várias e infindáveis, tantas quantas ao mesmo tempo…

M de Mil e uma funções. Mulheres, amigas, namoradas, esposas, companheiras, mães, filhas, irmãs, netas, profissionais, donas de casa, empresárias… Senhoras de si, do seu mundo e de todo o mundo seu, sempre remando e prosperando…

M de Mérito. Na busca infindável da sua excelência. De reino e império da virtude, da integridade e respeitabilidade do todo, que enverga uma Mulher. Em capacidades de ser tudo o que nasceu para ser. E mais do que aquilo que ache, que seja.

M de Minuciosa. Do esmero e atenção prestados, a qualquer detalhe. Da perceção do que a rodeia, em sexto sentido e doses elevadas de intuição. Do cuidado e rigor a cada pormenor que executa e trabalha. Do fazer, executar e agir, em reflexão.

M de Maravilhosa. Do intenso ser que ela vive. Ou várias que a comandam e fazem-na ser, múltiplas mulheres, numa só. De emoções à flor da pele. Sensações várias e dispersas, num minuto e a cada segundo. Na multifacetada intensidade, em porções densas de energia, do seu viver regido, pelo astro da complicação.

M de Majestosa. Como uma rainha imponente e soberana, sua e dos outros. Do poder e sumptuosidade, que lhe alimenta a fome de ser sempre capaz. Mandona e dona do seu nariz, em sublime encanto e carisma, sabe o que quer. Nessa altivez do que tenciona, lhe dá vontade e vai fazer.

M de Misteriosa. Envolta em secretismo e sedução. De figura secreta e enigmática. Tolerante e empática. De mistérios resolvidos ou por resolver. Carismática em apenas ser Mulher. Interessante, cativante e de olhar penetrante… Que domina e aprisiona, por querer, ou sem querer.

M de Meiga e Macia. Corpo de doçura e carinho. Por debaixo da pele, tão sentimental, das emoções que lhe emanam, em cada poro. No colo, de mimo e ternura, amparo e proteção. De forças desmedidas, infindáveis e impossíveis de esgotar, em entrega total e dedicação.

M de Memórias. Bem guardadas, para sempre preservadas, no mais profundo de si. Ali cabem e se alteram, a cada dia. Em cada momento, das memórias, que não são memórias findas, nem passadas, senão parte de si.

M de Manha. Da arte que lhe emerge do seu ser. Em astúcia e esperteza, porque delas se governa, do ser que é assim. Em arte de sedução. De envolver e cativar. Apanhar e segurar. Não mais soltar e, para sempre, prender.

M de Mestria. Em tudo aquilo a que se dedicar. Na maior sabedoria de saber fazer. E do jeito que sabe ser. Mestre de si. E do mundo. Em perícia e destreza. Do primor e competência. Agilidade e resolução.

M de Marca. Que deixa gravada, perpétua e eterna. Impossível de apagar. Impressa e tingida dessa marca sua e apenas só sua. Do seu jeito de existir e passar, pela vida, ou a vida por ela, singela e sublime do seu ser.

M de Muralha. De força e robustez. Que nada a derruba, mesmo que tombe tantas vezes. Esmoreça ou desfaleça. Mas sempre se ergue. Em força e resistência sua. Na fortaleza que, assim, sabe ser. De segurança e porto de abrigo. De aconchego e cuidado. De apoio e sustento. Sempre firme e segura, convicta do que há a proteger.

M de Melhor. Elevado e eminente, na excelência de se estruturar. O especial de si, no mais supremo e transcendente. Em aprender. Fazer por mais. Nunca deixar de se entregar. E querer sempre ser melhor.

M de Maternal. Do seu colo, ninho de deleite, em afetos e carinho. Do regaço, onde a penumbra se descansa e amansa. Se transforma em dias soalheiros, de Primavera. Em estrelas cadentes, na noite fria e sombria.

M de Mãe. De tudo o que mais haja para dar. Do ser proteção, amparo e dedicação. Infinita e finita, nela, em ser mãe de coração. Proteger e zelar. Amar, cuidar e criar. E nela sempre se resguardam os filhos seus. Do bem e do mal. De tudo e de todos… Que no mundo, mais sítio nenhum, sabe igual.

M de Magia. Do ser que é. Em si enverga e a si se verga. Em meiguice e brutidão. Doce e amargo. Pelo rugido, de falas mansas ou ásperas. Regrada e sem regras, de querer ser, sem mais não… Em tudo, intenso e mágico, da magia de ser Mulher.

M de Mais e de Menos. De Máximo e Mínimo. De dualidades que só a Mulher sabe ser. Que sempre o foi e será. Pelas hormonas a falar, em bipolaridades oscilar e delas se adestrar. Entre ser uma ou outra. Ou até várias, ao mesmo tempo. Sem ter meios termos. Dos termos certo e incerto. Do mais e do menos, em máximo e mínimo, do que sabe entregar, mas também tirar. Em sentir ou omitir. Amar ou odiar.

M de Muito bom e mau, também. Em tudo o que for bom e ruim. Que de bom e mau, sabe ser, consoante, o que é. Aquilo que tem, que sabe, ou quer dar. Conforme bem lhe aprouver e apetecer. Ou os outros, lhe conquistar.

M de Mulher. Que, além da simples definição de género, é Mulher que sabe o valor, dignidade e respeito, do que é ser-se Mulher. Numa distinção que, em parte alguma do mundo, não devia sequer existir ou haver. Porque M de Mulher, é M de Merecer…

Lúcia Resende