Bruna Ribeiro é uma jovem com apenas 18 anos, mas que apresenta maturidade nas suas palavras e decisões. 2022 foi o ano em que disse adeus ao ensino secundário e que deu início ao sonho que quer ver concretizado: “trabalhar na área da estética”.

A jovem despediu-se do Agrupamento de Escolas de Vale de Ovil com uma média final de 19 valores, no curso profissional de Técnico de Óptica Ocular, tendo sido uma das melhores alunas no ano letivo de 2021/2022.

Em entrevista ao Jornal A VERDADE, confessa que sempre foi uma aluna de “boas notas”, até naquelas disciplinas “que não gostava tanto me esforçava para ter bons resultados”.

Após o secundário, o futuro de Bruna seguiu um rumo diferente de muitos outros alunos e a jovem mostra que “não temos de ter todos as mesmas escolhas. No 9.º ano, quando tinha de decidir o que seguir, os professores incentivaram-me a ir para a universidade, porque tinhas boas notas e um bom comportamento”.

Um conselho que decidiu não seguir. “Não fui para a universidade porque não era o que realmente queria. Eu sempre me esforcei para ter bons resultados, não com o objetivo de ser a melhor, mas sim para me sentir orgulhosa de mim mesma”, conta.

Mesmo optando por não entrar no mundo universitário, Bruna sempre gostou de dar o seu “melhor” para se sentir “realizada. Chegar ao fim olhar para trás e ver que todo o esforço valeu a pena. Indo para a faculdade ou não, acho importante cada um dar o melhor de si, nunca se perde nada com isso”, frisa a jovem.

Agora numa nova etapa da sua vida, Bruna Ribeiro iniciou um curso de estética, “uma área em que realmente quero trabalhar e um gosto que tenho desde os meus 10 anos”. E, quem sabe, um dia a pode levar a ter o seu “próprio negócio”.

Para além da liberdade das escolhas pessoais, a jovem aborda ainda o preconceito relativamente aos cursos profissionais e acredita que é preciso “desmistificar” várias ideias. “Muitas pessoas acham que os cursos profissionais são só para os alunos que não querem saber da escola. E a verdade é que não é. A meu ver, o ensino profissional não é melhor nem pior que o ensino regular, são apenas dois percursos diferentes e cada um escolhe de acordo os seus objetivos”, afirma.

Bruna reconhece que existe “uma grande pressão” com a escolha da faculdade, a própria diz ter sentido, mas acredita que é uma realidade que “está a melhorar”. Para todos os jovens que passam pelo mesmo, o segredo é “seguir o que realmente gostam e não aquilo que os outros dizem que é certo”.