A invasão russa à Ucrânia e as declarações do Presidente russo Vladimir Putin sobre o uso de armas nucleares desencadearam uma corrida ao iodo na Europa. As pessoas acreditam que o iodo poderá protegê-las de uma eventual exposição à radioatividade em caso de conflito nuclear. Mas será mesmo assim?

Relatos da Bulgária e da República Checa dão conta de que as farmácias já venderam a quantidade de iodo que, habitualmente, vendem num ano e em algumas farmácias o suplemento está esgotado.

Também Miroslava Stenkova, farmacêutico checho, relatou que a corrida “foi um pouco louca”. Na Polónia, o número de farmácias que vendem iodo duplicou, de acordo com a Reuters.

Portugal não fugiu à tendência: as farmácias registaram um aumento da procura de iodo, aguardando-se uma comunicação da Associação Nacional de Farmácias relativamente ao assunto.

No entanto, segundo a Ordem dos Farmacêuticos, citada pelo mesmo jornal, o único medicamento aprovado pelo Infarmed para utilização em caso de acidentes nucleares chama-se Iodeto de Potássio GL Pharma 65 mg e não está à venda nas farmácias portuguesas.

Para que serve o iodo em caso de acidente nuclear?

Uma exposição prolongada à radioatividade pode ter vários efeitos nocivos, entre eles, o cancro da tiróide. E o iodo, que é vendido em comprimidos ou xarope, é indicado para o tratamento de doenças neste órgão.

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