O desporto entrou na vida de Nuno Guerreiro em 2013 e, desde então, tem acumulado experiências em Portugal e além fronteiras. Conta com duas medalhas na vertentes de pares e participações num campeonato mundial e europeu, onde já obteve o terceiro lugar, na vertente de pares.

Recentemente, foi convocado para representar a Seleção Nacional no Roma 2022 World Boccia Challenger e confessa que é “um enorme orgulho representar o país”. Nuno Guerreiro considera-se “um exemplo para os colegas que também sonham representar a seleção” e ter o apoio da família e amigos “é um sentimento inexplicável”.

O atleta de 39 anos, tem Osteogênese imperfeita (OI), uma doença rara dos ossos de origem genética, que se caracteriza pela fragilidade dos ossos, que acabam por se fraturar com facilidade. Uma condição que não o limita. “Todos temos de nos adaptar à sociedade . Acho que nós é que nos limitamos. E isso eu não faço”, frisa.

Atualmente, a nível nacional Nuno Guerreiro representa a Associação Salta Fronteiras – Desporto Adaptado, e é acompanhado por um treinador, e amigo, e acredita que com ele “é possível chegar a grandes conquistas”.

O atleta começou a praticar desporto porque é “um amante de desporto”, futebol em particular, e quando teve a possibilidade de praticar desporto adaptado “não hesitou”

Nuno Guerreiro considera que “tem havido grandes mudanças no desporto adaptado”, mas “como em tudo nunca são suficientes. Talvez se olhassem mais para nós durante outras conquistas e não só às vezes seria muito agradável”, sublinha.

Enquanto apaixonado pelo desporto, o atleta deixa uma palavra de motivação: “se puderem fazer desporto, mesmo que seja adaptado, façam- no. Abre-nos portas, fisicamente e psicologicamente. Desporto é vida”.