São muitas as crianças e pais que esta semana regressam à escola para dar início ao ano letivo 2022/2023. No concelho de Marco de Canaveses a abertura foi assinalada esta sexta-feira, dia 16 de setembro, com a inauguração do auditório José Monteiro da Rocha, na Escola EB 2,3 do Marco de Canaveses.

Este foi “apenas uma das obras” que a Câmara Municipal de Marco de Canaveses realizou até ao momento. Para este novo ano letivo, o município prevê investir 7,2 milhões de euros na área da educação. “Este ano vamos ter aumentos significativos justificados com o aumento do salário mínimo nacional, valor das refeições e contratação de mais funcionários”, revela Cristina Vieira, presidente da câmara, que não tem dúvidas de que o investimento “é um claro sinal que continuamos a apostar na área da educação. Acreditamos que só assim estamos a garantir melhores condições para o sistema educativo, para termos crianças que não tenham só bons educacionais, mas que sejam também bem formadas em termos cívicos, sociais, culturais e que as escolas, onde passam mais tempo, tenham essas condições”, esclarece.

Num ano letivo em que “as autarquias vão receber mais competências”, Cristina Vieira refere que no município “já há um trabalho preparatório do anterior ano letivo. O que fizemos foi trabalhar com toda a comunidade educativa e com os presidentes de junta, que também têm um papel muito importante, conciliando esforços para que o início do ano letivo seja o mais tranquilo possível para os alunos se sentirem em casa e depois da pandemia retomar a normalidade”.

No total, serão cerca de 6.977 os alunos, de todos os graus de ensino, que vão iniciar as aulas em Marco de Canaveses e Cristina Vieira sublinha que o município tem a “consciência de que ainda há muito trabalho a fazer. Estamos empenhados em continuar a desenvolver o trabalho que foi realizado no anterior mandato. Queremos continuar a investir para melhorar as condições de educação no concelho. O que nos agrada e satisfaz, hoje, é saber que a comunidade educativa está muito melhor em termos de condições educacionais, recursos humanos e pedagógicos”, enalteceu.

Escolas recorrem à economia local para garantir refeições “com qualidade”

Relativamente à transferência de competências, nomeadamente ao que às refeições diz respeito, Cristina Vieira garante que, em colaboração com as juntas de freguesia, o município “tem conseguido manter, nas escolas básicas e jardins de infância, refeições confecionadas nas escolas, com qualidade e recorrendo aquilo à economia local”.

Em algumas escolas preparatórias e secundárias, ”há um processo transitório. Neste momento, em algumas escolas temos empresas, mas vamos conseguindo gerir a relação com elas, para ir ao encontro daquilo que são as expetativas, quer dos alunos, quer do corpo docente que faz a gestão das ementas”.

Impacto da inflação no apoios à educação

De acordo com Cristina Vieira, o impacto da inflação mundial tem tido um “aumento significativo nos custos do município. Estamos quase a duplicar o valor que antes atribuímos às juntas de freguesia para o pagamento  das cozinheiras”, explica.

A autarca aponta também para os “custos de manutenção das escolas. Temos aumentos em todas as áreas, o que é normal com os custos de inflação. Hoje, com o mesmo orçamento não conseguimos fazer tudo o que tínhamos planeado. Mesmo com a revisão de preços que o governo permite estamos a falar em aumentos significativos de 30 a 40% numa obra de requalificação”, indica.

Município investe um milhão de euros em novas instalações da ARTÂMEGA

A ARTÂMEGA, que está a funcionar provisoriamente nas instalações da Escola Secundária do Marco de Canaveses, vai ter novas instalações na fachada do Estádio Municipal.

O município vai investir um milhão de euros “para poder proporcionar um novo espaço a esta escola que tem estado a fazer um trabalho excelente no concelho”, frisa a autarca.

“Quase triplicaram o número de alunos no ensino articulado, e conseguiram novamente o acordo com o governo e, por isso, tem uma situação estável em termos de números de alunos e financeiramente”, acrescenta.

A câmara municipal “comprometeu-se em dar o que lhes falta, novas instalações. Tivemos alguns problemas durante a pandemia, em conseguir levar a cabo o projeto no timing definido, mas está pronto”, conclui.