O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, marcou presença, esta segunda-feira, dia 10 de janeiro, na EB2,3 de Idães, em Felgueiras, para assinalar o início do segundo período do ano letivo 2021/22.

“Temos criadas mais condições para que o resto do ano letivo possa ser feito presencialmente, como todos verdadeiramente desejamos. A vontade das crianças, a vontade dos pais, a vontade de todos os que trabalham nas nossas escolas, em articulação com as autarquias, demonstra que, efetivamente, é presencialmente que as nossas escolas têm que funcionar e é isso que preparamos, é isso para que as escolas se prepararam, é isso que estamos à espera que aconteça”, disse o ministro.

A atualização da norma da Direção-Geral da Saúde que refere que apenas as pessoas que coabitem com um infetado por COVID-19 é que ficam em isolamento, bem como o “reforço da testagem” têm mudado o paradigma no que diz respeito à pandemia e ao ensino. “A vacinação foi absolutamente fundamental para termos um panorama diferente”, completou.

Nesta e na próxima semana, serão cerca de 220 mil docentes e não docentes a ser testados, sendo que “a grande maioria” tem a dose de reforço. Quanto aos docentes e não docentes que ainda não puderam ser vacinados em casa aberta, “poderão fazê-lo porque continuarão a ser grupo prioritário”, mas, para isso, terão de adquirir a senha digital para o efeito.

Foi nesta escola do concelho que, em 2020, “aconteceu o epicentro da COVID-19 e Felgueiras foi o primeiro local a encerrar as suas escolas”, indica o município. “Para mim, é muito significativo poder estar aqui nesta freguesia de Idães, do concelho de Felgueiras. Se bem se recordam, foi uma das primeiras escolas, mesmo antes daquilo de dia 12 de março, em que se decretou o fecho de escolas no dia 16 de março de 2020. No fim de semana anterior, houve um surto aqui, havia um desconhecimento muito grande relativamente à COVID-19, que era nova no pais e esta foi uma das primeiras escolas a fechar”, recordou o ministro.

“É importante estarmos hoje aqui e estar aqui um pouco a representar as comunidades educativas de todo o país que hoje voltam à escola, onde existe muita vontade verdadeiramente de dizer que a escola presencial é aquela que conta e temos mais de um milhão de alunos desde o jardim de infância até ao 12.º ano, também no ensino superior, a voltar à escola e isso é muito importante”, rematou.