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Médio Oriente: Ataques dos EUA e Israel ao Irão fecham espaço aéreo e cancelam voos, afetando férias de milhares de pessoas

Escalada militar este sábado, 28 de fevereiro, levou ao encerramento de espaços aéreos e à suspensão de voos, deixando passageiros retidos e viagens canceladas.

Redação

A intensificação do conflito no Médio Oriente, após ataques aéreos realizados neste sábado, 28 de fevereiro, pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, está a provocar fortes perturbações na aviação civil internacional. O encerramento de vários espaços aéreos e a suspensão de ligações por parte de grandes companhias aéreas afetam milhares de passageiros, incluindo portugueses com férias marcadas para a região.

Espaço aéreo encerrado e voos suspensos

Nas horas que se seguiram às operações militares, vários países do Médio Oriente anunciaram o fecho temporário do seu espaço aéreo por razões de segurança. A medida obrigou as companhias aéreas a cancelar voos, alterar rotas e manter aeronaves em terra.

O grupo Lufthansa anunciou a suspensão imediata de todas as ligações de e para Telavive, Beirute, Amã, Erbil e Teerão, pelo menos até 7 de março. As operações para Dubai e Abu Dhabi foram igualmente interrompidas durante o fim de semana, ficando dependentes de nova avaliação da situação de segurança.

Também a Turkish Airlines suspendeu voos para destinos da região, incluindo Iraque, Jordânia, Catar e Kuwait, afetando ligações utilizadas por muitos passageiros portugueses em voos de escala para o Médio Oriente e Ásia.

As restrições ao tráfego aéreo obrigaram ainda a desvios de rotas sobre zonas consideradas de risco, provocando atrasos importantes noutras ligações internacionais.

Férias canceladas e incertezas nos destinos turísticos

O impacto estende-se ao setor turístico. Centenas de viajantes com férias marcadas para destinos como Egito e Jordânia enfrentaram cancelamentos ou alterações de itinerário.

Os operadores turísticos nacionais estão a receber pedidos de reembolso ou mudança de destino, sobretudo para viagens previstas nas próximas semanas. A instabilidade geopolítica e o encerramento do espaço aéreo criam um cenário de incerteza elevada quanto à normalização das operações.

Para muitos passageiros, a principal dificuldade reside nas ligações indiretas através de hubs como Istambul, Frankfurt ou Paris, frequentemente afetadas por cancelamentos e reprogramações.

Monitoramento TAP

A TAP Air Portugal não tinha voos diretos ativos para Israel neste momento, voltando a retomar a rota para Telavive prevista apenas para o final de março. Ainda assim, a companhia confirmou estar a acompanhar a evolução do conflito, nomeadamente no que respeita às rotas que sobrevoam zonas próximas da área de tensão.

A prioridade, segundo fontes do setor, é garantir a segurança das operações e cumprir as recomendações das autoridades aeronáuticas internacionais.

Ministério dos Negócios Estrangeiros emite aviso

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português emitiu um aviso através do Portal das Comunidades, recomendando aos cidadãos portugueses que se encontrem na região que permaneçam em locais seguros e evitem deslocações não essenciais.

Para quem tem viagens agendadas, a recomendação é clara: contactar previamente a companhia aérea ou a agência de viagens antes de se deslocar para o aeroporto, de forma a confirmar o estado do voo e conhecer as alternativas disponíveis.

Situação em evolução

A situação mantém-se volátil e dependente da evolução militar e diplomática nas próximas horas. O setor da aviação e do turismo acompanha atentamente os desenvolvimentos, enquanto milhares de passageiros aguardam por soluções para viagens entretanto suspensas.

As autoridades internacionais de aviação emitirão novas orientações caso o encerramento do espaço aéreo se prolongue ou seja alargado a outros países da região.