Viajar pelo mundo e conhecer diferentes pessoas e culturas é o sonho que muitas pessoas têm e que Marco Sousa, de 23 anos, natural de Constance, no concelho de Marco de Canaveses, está a concretizar.

Atualmente é chefe de cozinha de um estabelecimento na Islândia, onde começou como empregado de mesa. “A oportunidade surgiu em 2019, tinha duas opções, ou ser hospedeiro de bordo, ou trabalhar na Islândia. Optei pela segunda opção porque era um dos meus países de sonho, para visitar. No ano anterior tinha feito algo parecido, mas na Escócia”, começou a contar, em entrevista ao Jornal A VERDADE.

A oportunidade de ser chefe de cozinha “surgiu”, mas o gosto pela culinária sempre esteve presente. No seu país de acolhimento, leva até aos seus colegas de trabalho alguns dos sabores do seu país de origem. “Faço, maioritariamente, para o staff e para as minhas patroas. Já tentamos recriar algumas sobremesas portuguesas para os clientes, também”, disse.

A vida na Islândia “tem corrido muito bem” e Marco Sousa destaca “as paisagens incríveis que a rodeiam” e também as pessoas com quem trabalha. “As minhas patroas tratam-me como família, tenho sido muito bem tratado. Obviamente que o salário é sempre uma boa motivação”, admitiu.

Para Marco Sousa, a principal diferença entre os dois países é “principalmente o tempo. É sempre bastante frio durante o ano todo. É incrível, no verão, ser sempre dia, o problema é mais para dormir, para algumas pessoas. Já no inverno, é muito frio, apesar de eu nunca lá ter estado no pico da estação. A cultura em si é muito diferente do nosso país, as pessoas, no geral, são mais frias”, revelou.

De Portugal sente, sobretudo, saudades “da família e dos amigos”, sem esquecer “a gastronomia”.

Marco Sousa viaja pelo mundo e conhece “tradições de cada país”

Marco Sousa tem alimentado a sua paixão por viajar, com visitas a vários países. No seu top três estão “as Filipinas, seguidas da Islândia e do Hawaii. É impossível dizer qual foi a minha experiência favorita. Fiz canyoning nas Filipinas, que foi fantástico, nadei com um tubarão baleia… Mas o que mais gosto é conviver com as pessoas locais e ajudá-las, com pequenas ações. A maior parte das pessoas, quando visita esses países, tem planos de viagem com tudo incluído e não vivem a experiência local, eu gosto de me integrar, viver a experiência local, aproveitar ao máximo as tradições de cada país”.

O jovem aventureiro tem, nas últimas viagens, a companhia da sua namorada que é “corajosa o suficiente” para o acompanhar nestas viagens. “Acompanhou-me na volta ao mundo que fizemos este ano. Desde que começamos a namorar já viajamos para mais de 15 países juntos. Agora, temos planos para muitos mais, que estamos bastante entusiasmados. Antes de a conhecer, cheguei a viajar sozinho e com amigos”, disse, acrescentando que gosta “de levar companhia, porque as experiências que vivo, gosto de as partilhar com quem posso”.

Mas, nem o facto de viajar por vários países o faz esquecer das suas origens. Na sua mala, leva sempre a camisola da Associação Desportiva de Constance para tirar fotografias em locais emblemáticos. “Tento tirar fotos em todos os países que visito”, afirmou.

Marco Sousa teve, recentemente, uma experiência que ficará para sempre na sua memória. “Vivenciei, na Indonésia, um casamento de um amigo, que conheci num videojogo, durante a pandemia. Ficamos bastante amigos e, em setembro de 2020, conhecemo-nos pessoalmente. Na altura, prometi-lhe que ia ao casamento, e mantive a palavra”, recordou.

A sua última viagem, que termina este domingo, foi à Roménia, que foi feita em conjunto com uns amigos que conheceu na Jordânia. “Aproveitei para visitar um antigo colega de quarto, com quem trabalhei na Escócia e já não via há quatro anos”, confidenciou.

Para o futuro, são várias as viagens e aventuras que já tem planeadas, “fora aquelas que surgem com as promoções de última hora”, refere. “Para o final do ano, tenho planeada uma viagem ao Dubai e ao Qatar, ver o Mundial de Futebol. Na passagem de ano, vou à Turquia com a minha família e, em fevereiro do próximo ano, vou à Coreia do Sul e ao Japão. Em abril, vou levar a minha mãe às Filipinas”, descreveu.

Questionado sobre o porquê destes destinos, o jovem marcoense explica: “o Dubai, sobretudo, para ir ao Qatar e a minha namorada tem interesse em conhecer o Dubai, porque tivemos imprevistos na última visita planeada para lá. Na passagem de ano, eu e a minha namorada criamos uma tradição de a passar sempre fora e, neste ano, conseguimos trazer a minha família e a Turquia sempre foi um destino que quisemos visitar. O Japão é um dos meus destinos de sonho, em conjunto com um grande amigo meu, que vai connosco. Tiramos a viagem para a Coreia porque tornava a viagem muito mais barata. As Filipinas explicam-se por si!”, concluiu.