A Junta de Freguesia de Avessadas e Rosém, no concelho do Marco de Canaveses, foi alvo de obras de requalificação e ampliação da junta que foram inauguradas este domingo, dia 27 de outubro, ao ar livre.
Para o presidente de junta, Manuel Sousa, esta obra vem "melhorar o atendimento a todos que dela precisam e que nela trabalham e melhorar a qualidade de vida de todos aqueles que participam nas atividades", deixando um especial agradecimento a todos os envolvidos: "padre Noé pela bênção, agradecer à presença do senho padre Pedro, na representação da ordem carmelita, que nos cederam o terreno para o alargamento deste edifício, passeios, baias de estacionamento, ao senhor deputado da Assembleia Municipal, Vítor Gonçalo, que é da terra e que contribuiu para esta obra, agradecer ao arquiteto Bruno Costa e ao senhor engenheiro Bruno Caetano pelo trabalho prestado, muitas vezes de graça, ao empreiteiro Joaquim Vieira e a todos os que nesta obras interviram, bem como à senhora presidente da câmara pela excelentes obras realizadas nesta freguesia".
Na sua intervenção, Manuel Sousa deixou ainda um pedido ao executivo da câmara municipal: "somos o cartão de visita do Menino Jesus de Praga daí a necessidade de construir um passeio e estacionamento entre a junta de freguesia e o Parque de Merendas do Menino Jesus, a ordem dos carmelitas cedeu-nos o espaço, mas precisamos de ajuda da câmara para concluir a obra".


A presidente da câmara municipal, Cristina Vieira, olhou para esta inauguração como um "dia importante" para a freguesia de Avessadas e Rosém. "Passamos a ter disponível para todos, um espaço mais confortável, de maiores dimensões e de condições de grande qualidade para prestar os serviços com a maior dignidade a todos os cidadãos".
Cristina Viera mencionou também o empenho do executivo municipal na realização destas obras. "Esta obra sublinha bem a aposta deste executivo, na coesão territorial e no investimento em obras de qualidade em todo o território. Qualquer freguesia do concelho é tratada como se fosse o centro da cidade com a execução de obras que merecem a mesma atenção e a mesma qualidade. A inauguração deste espaço é demonstrativa sobre a nossa visão do território em que todos merecem e têm direito ao desenvolvimento. O Município do Marco de Canaveses está a dar provas e mostras do que diz através da obra feita", realçou.
Recorde-se que esta obra foi realizadas em duas fases, apoiadas financeiramente pelo Município do Marco de Canaveses, sendo a primeira fase no valor de 148 mil euros e a segunda no valor de 93 mil euros fazendo com que o apoio para a requalificação do edifício fosse de um valor total superior a 241 mil euros.
A autarca adiantou ainda que na próxima quinta-feira, dia 31 de outubro, será realizado o auto público do Auto de Consignação, na sede da junta de freguesia, pelas 15h30, por causa da empreitada de construção da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Avessadas e Rosém.


Também o engenheiro Bruno Caetano mencionou que sendo um conterrâneo de Avessadas e Rosém, esta é uma obra que faz com que tenha "muita satisfação e rigor. Recebemos o convite em que tivemos a inauguração de uma primeira fase e agora damo-nos ao luxo de cá regressar e concluir esta obra tão desejada", destacou.
No discurso, Bruno Caetano recordou ainda o ano em que surgiu o desejo de realizar esta obra. "A junta de freguesia percebeu que o equipamento já não respondia às necessidades de freguesia, mas quando me solicitaram o apoio para esta ampliação sonhei mais um pouco porque considero que esta freguesia merece. Avessadas e Rosém é uma das freguesias com mais potencial", destacou, deixando um agradecimento ao senhor presidente de junta: "uma salva de palmas pela teimosia do senhor presidente que fez isto acontecer".
Com esta intervenção, o edifício passa a ter um equipamento mais direcionado para a junta de freguesia e outro equipamento que dá resposta a outras questões e atividades.


O arquiteto Bruno Costa referiu que o "mais difícil" neste projeto foi "cozer aquilo que existia para aquilo que depois foi feito", explicando que o piso de cima é "mais direcionado para a junta, mas tem também salas para formação e a parte debaixo é complementar à freguesia, associações e ao próprio convento. Queríamos um edifício que permitisse diferentes usos. Assim, conseguimos fazer o dobro da área, mas com metade do impacto o que me deixa mais orgulhoso enquanto arquiteto, não querendo que o edifício seja protagonista pela marca/ruído. Acredito que tenha um melhor enquadramento na natureza".

