O padre Paulo Teixeira comemorou esta quarta-feira, dia 13 de julho, 25 anos de sacerdócio na sua terra natal, Vila Boa do Bispo, no concelho de Marco de Canaveses.

“Celebrar 25 anos de padre na minha terra natal tem todo o interesse e todo o significado porque é a minha terra natal e onde estão as minhas raízes, onde está a minha família, onde, naturalmente, eu me sinto literalmente em casa. Portanto, regressar à igreja paroquial da minha terra, Santa Maria de Vila Boa do Bispo, para celebrar a eucaristia com as pessoas da paróquia, com os meus párocos e também com outros colegas padres que quiseram associar-se tem muito interesse nessa perspetiva, de ser a minha raiz, ser a fonte, o lugar onde eu nasci, de onde saí, depois, para ser padre”, afirmou ao Jornal A VERDADE.

Foto: DR

A comemoração das Bodas de Prata Sacerdotais decorreu com a celebração de “uma eucaristia normal”, mas conta que a paróquia “organizou-se, preparou um cântico, as leituras e foi uma celebração mais especial”.

Destes 25 anos de vida consagrada, o padre Paulo Teixeira retira, “sobretudo, os lugares” por onde passou, nomeadamente, Anta (Espinho), Vilar do Paraíso (Vila Nova de Gaia) e em sete paróquias de Arouca, tendo sido ainda vigário da vara, bem como secretário do bispo do Porto. Passou ainda pelo Seminário Maior como formador de padres, esteve em Santo Tirso e São Miguel do Couto e está há seis anos como capelão do Hospital de São João.

O padre Paulo Teixeira recorda que esteve “em variadíssimas missões” e que algumas delas eram “até bastante complicadas”. Em Arouca, pelo facto de servir sete paróquias, “fazia, no mínimo, todos os dias da semana, 100 quilómetros para poder assistir às 17 igrejas que tinha” sob a sua responsabilidade, muito embora a nível de população que cobria fossem cerca de cinco mil pessoas, “muito dispersas pelo meio da serra”. “Essa foi uma situação assim mais delicada e fisicamente foi extenuante”, sublinha.

Foto: DR

Além disso, lembra que, apesar do pouco tempo que esteve em Santo Tirso, foi “um ano muito doloroso”. “A paróquia estava mesmo incendiada na perspetiva de as pessoas estarem magoadas – e com toda a razão, porque um padre não se vai embora sem dizer porquê e não desaparece no fim de uma missa e nunca mais aparece. O senhor bispo disse-me: «Olhe, tenho aquela paróquia que está muito instável e queria que fosse para lá um ou dois anos só para estabilizar a paróquia». Foi um ano muito difícil”, continua.

“Gosto muito de estar no Hospital de São João. Realizo-me ali como padre e como pessoa. Creio que é uma missão não só muito interessante do ponto de vista pastoral, mas é, sobretudo, enriquecedora. Ou seja, é uma experiência enriquecedora na medida e na perspetiva em que lidamos com pessoas de todas as idades, de todas as condições, com as mais variadas doenças e percebemos que, de facto, ali, na fragilidade de cada uma, encontramos a verdade da pessoa”, confessa, referindo, contudo, acederá aos pedidos que o bispo do Porto lhe fizer quanto a mudança de funções. “Eu vou para onde a Igreja precisar de mim”, acrescenta.