O Emergente Centro Cultural, no concelho de Marco de Canaveses, acolheu, na tarde desta quinta-feira, dia 3 de março, a conferência “Crescimento e sucesso empresarial no Marco de Canaveses”, organizada pela Câmara Municipal de Marco de Canaveses e destinada a empresários e empreendedores.

Cristina Vieira, presidente da autarquia marcoense, foi a responsável por abrir a sessão e destacou a importância da “posição territorial estratégica” assumida pelo concelho. “Fruto do investimento realizado pelo Governo de Portugal na ferrovia e rodovia, em particular através do programa PART, no apoio à redução do tarifário dos passes de comboio ou autocarro, contribuindo assim, de forma estrutural para a coesão territorial, que  demonstra ser também um  fator de inegável competitividade dos negócios”, sublinhou.

A presidente afirmou que, atualmente, todos enfrentam “um grande desafio”, acrescido pelos efeitos da pandemia “e agora também pelos reflexos de uma guerra que nos afeta a todos”. “Mas é um desafio que encaramos com determinação e  com múltiplos eixos de ação, onde podemos destacar estratégias e ações ligadas a temas como a indústria, inovação e infraestruturas, o reforço da coesão social, emprego digno e qualificado e o crescimento económico”, frisou.

De acordo com a autarca, o executivo municipal “apresenta, em particular, uma grande preocupação com dois aspetos fundamentais que, inevitavelmente, estão interligados e constituem a verdadeira diferença na vida dos marcoenses: o emprego qualificado e o desenvolvimento económico”, recordando as visitas realizadas a empresas através do roteiro do MarcoInvest. “Ouvimos empresários, com o objetivo de os ajudar a continuar a alcançar o sucesso que pretendem para que continuem no Marco de Canaveses. Essa ajuda que estamos a dar e que, certamente, irá melhorar com taxas mais baixas, e com acesso a apoios de vanguarda também para aqueles que agora dão os primeiros passos na sua ideia de negócio, desde logo pelo acesso à nossa incubadora de empresas MarcoInvest”, destacou.

Foi ainda referido o “conjunto de iniciativas que vão de encontro à capacitação da massa crítica das empresas. Entendemos, juntamente com as empresas, que é a mão-de-obra qualificada que fará o sucesso empresarial. Só desta forma podemos potenciar a criação de emprego, formação, atração e, por fim, a retenção de talento no concelho”.

Contudo, a presidente recorda que “falar de empresas e de desenvolvimento económico é, hoje em dia, falar do atual quadro comunitário, já em fase de encerramento, e do próximo. Os fundos comunitários têm desempenhado um importante papel, principalmente na zona Norte do país que beneficiou de mais de um terço dos fundos, permitindo mobilizar recursos financeiros para projetos que, de outra forma, a região não disporia para a sua concretização”, frisou. “Ao nível local, a aplicação do quadro comunitário PT 2020 tem permitido acelerar os investimentos da autarquia, sendo um instrumento fundamental no planeamento e prossecução da estratégia municipal. O Município do Marco de Canaveses, neste quadro comunitário, mobilizou e garantiu o apoio de fundos estruturais superior a 12 milhões de euros, conseguindo ver aprovados 37 grandes projetos nas mais diversas áreas”, acrescentou.

Para a autarca “estes financiamentos assumem particular importância tendo em conta a transferência de competências que o município prontamente assumiu, sendo um dos  municípios da região Norte que assumiu todas as competências”.

Em jeito de conclusão, Cristina Vieira defendeu que “o nosso território apresenta todas as potencialidades para captação de investimento e criação de emprego qualificado. É para isso que muito do nosso trabalho tem vindo a ser executado, pelos serviços da autarquia e das novas respostas que queremos implementar, com o trabalho que agora o vereador Nuno Pinto está a dirigir, na certeza de que o Marco de Canaveses ocupa um lugar de centralidade na região”.

A iniciativa contou com a parceria do Jornal Vida Económica e foi uma oportunidade de debater, em modo presencial, temas de relevo para os setores empresariais. 

“Os Desafios da Digitalização dos Negócios Marcoenses” foi o primeiro tema em debate, com Fábio Fonseca, do Atelier Pêra Doce, e Ricardo Mendes, da Villae – Creative Studio, a serem os oradores. Seguiu-se uma mesa redonda, com o tema “Clusters Industriais: Sustentabilidade e Cooperação”, com a participação de Rui Peixoto, da Granitos Irmãos Peixoto, de Frederico Monteiro, da empresa João Monteiro e Filhos Lda., José Armindo, da empresa Inarbel, Cristina Mendes, da JMM Demolições, e Jorge Oliveira, da OJP Lda.

O momento seguinte foi dedicado à “Inovação e Acolhimento Empresarial Como Fatores Competitivos”, com intervenções de Mário Rui Silva, da Faculdade de Economia do Porto, e de Telmo Pinto, da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.

Após o coffee-break, teve lugar a intervenção de António Cunha, presidente da CCDR-N, que abordou “O Papel dos Fundos Europeus no Investimento Público e nas Empresas”, segundo-se Emídio Gomes, reitor da UTAD, que falou sobre “O Ensino Superior e a Criação de Emprego Qualificado”. O momento seguinte foi protagonizado por Luís Pedro Martins, presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, que abordou “O Potencial do Turismo na Região do Tâmega e Sousa”.

O encerramento ficou a cargo de Manuel Ferreira, presidente da Associação Empresarial do Marco de Canaveses, e de Nuno Pinto, vereador com o pelouro do Desenvolvimento Económico da Câmara Municipal do Marco de Canaveses.