A Prova de Aferição de Português do 8.º ano, marcada para esta segunda-feira, dia 3 de junho, não se realizou no Agrupamento de Escolas Carmen Miranda, em Marco de Canaveses, devido à falta de professores, que estavam em greve. Refira-se que esta é a segunda vez que uma situação semelhante acontece neste agrupamento, uma vez que a Prova Oral de Inglês, também do 8.º ano, não se realizou.
António Ribeiro, diretor do agrupamento, explicou que se trata de "uma greve normal", havendo um pré-aviso de greve, por parte do sindicato. "As faltas dos professores estão justificadas, ao abrigo desse pré-aviso. Nós, enquanto escola, somos responsáveis pela organização, e isso foi feito, toda a parte burocrática foi salvaguardada", descreveu.
O diretor refere que esta situação cria "vários constrangimentos", mas a greve "é um direito que os professores têm, não podemos fazer nada".
As provas, que não foram realizadas, não podem ser remarcadas. Quanto aos alunos do oitavo ano, que eram os únicos que estavam na escola, devido à necessidade das salas, "tiveram as aulas normais de acordo com o horário. A partir do momento em que se soube que os professores estavam de greve e que não se podia levar para a frente a parte da realização das provas de aferição, cumpriu-se o horário".
De acordo com António Ribeiro, a escola "tem os mecanismos para aferir os conhecimentos e dificuldades dos alunos, agora a própria tutela quer que façamos estas provas, se perdemos ou não, perdemos sempre, mas temos os nossos mecanismos internos para aferir essas dificuldades e aprendizagem dos meninos. Há um pré-aviso de greve, então não posso fazer nada, a parte burocrática está toda feita, se os senhores professores querem aderir à greve não podemos fazer nada", finalizou.
