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Marchas de São João de Alpendorada já fazem parte da história de três gerações na casa de Fátima Lopes

Redação

Embora tenha nascido em Rio de Moinhos, concelho de Penafiel, Fátima Lopes foi envolvida pelo espírito das Marchas de São João praticamente desde o início. A desfilar há cerca de 20 anos, a quase alpendoradense viu a terceira geração juntar-se a esta tradição.

No ano passado, Fátima Lopes saiu às ruas na noite de São João acompanhada pelo neto de apenas dois anos. "É uma alegria muito grande. O pequenino gosta muito daquilo e já canta a música praticamente sozinho. É uma animação vê-lo", partilha Fátima, uma avó babada que tem o privilégio de desfilar na companhia do neto, acrescentando que gostava que estas gerações tivessem vontade de "continuar as tradições. Não podemos deixar que as marchas terminem".

Aliás, em tempos de outrora, Fátima teve consigo a desfilar os dois filhos. "Quando o meu filho ficou da minha altura começou a fazer par comigo. Depois cresceu e os interesses mudaram, mas a minha filha continua a participar e, de momento, até é uma das organizadoras", acrescenta.

Para ser perfeito, a marchante gostava de partilhar este momento também com o marido, mas as circunstâncias de vida não o permitem. "O meu marido também gostava muito de participar, mas como é motorista de pesados não consegue estar disponível para os ensaios", partilha.

A viver na freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão há 25 anos, Fátima Lopes nunca perde o espírito de "entreajuda. Adoro ajudar e contribuir. Mesmo que um dia não desfile, enquanto puder, vou contribuir de uma forma ou de outra. Aliás, já tenho ajudado nas barracas".

Apaixonada por "romarias, danças, cantares e diversão", Fátima Lopes espera, todos os anos, ansiosamente, o São João. "É um marco na freguesia, concelho e região. É a única festa que temos aqui. O São João e as marchas fazem parte da minha história e é muito melhor agora que posso partilhar e viver estes momentos com o meu neto".