Para o Team Bianchi Prata Honda, na etapa do Dakar 2022 desta segunda-feira, dia 10 de janeiro, “as longas ligações e o dia cheio de areia tornaram o rumo ao sul da Arábia Saudita numa daquelas etapas que se arrastaram indefinidamente”.

Em comunicado, Pedro Bianchi Prata referiu que esta foi “uma etapa muito longa, uma etapa muita bonita, dunas, vales, areia, pedras, terra, teve de tudo”. “Eu gostei, gostei muito. Mas demoramos muito tempo a fazer a etapa, mas está feito, mais um dia próximo para terminar o Dakar. A ligação também foi muito longa e também uma ligação com terra, chegamos já de noite, mas o Dakar é mesmo isto”, acrescentou.

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“A etapa de hoje foi a maior de todas. 821 quilómetros, sendo que 400 foram de especial. Ao quilómetro 175, tive que ajudar um concorrente que estava no chão, tive que chamar o auxílio para ele. Tive que esperar pelo helicóptero e pelos médicos. Antes da neutralização tive um problema com o meu roadbook que deixou de funcionar e tive que fazer 200 quilómetros à moda antiga, que é desenrolar o roadbook com as mãos e para terminar na ligação tive um problema com a mota que deixou de puxar a gasolina dos depósitos auxiliares e tive de inutilizar o meu camelbag para pôr gasolina no depósito principal. Mas chegamos ao ‘Bivouac’ de noite, mas o Dakar é isto mesmo e o que realmente importa é estarmos bem”, disse Arcélio Couto.

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Para Paulo Oliveira: “Foi uma etapa longa, uma etapa com 800 quilómetros em que metade foram cronometrados e 400 foram de ligação. Uma etapa que teve pratos para todos os gostos desde muitas dunas a areia, sem esquecer as pedras e trialeiras. Uma etapa à verdadeiro Dakar. Senti-me bem na etapa, viemos sempre a um ritmo constante desde o princípio até ao final. E foi muito agradável, foi muito bom”.