Luís Coelho é natural de Paredes, vive em Penafiel e respira música desde sempre. Profissionalizou-se na área e ambiciona que seja dada a devida importância à cultura e à música clássica em especial.

“Acho que sempre senti a música de uma forma diferente. A minha mãe até me contou a história de que eu era muito pequenino e, na televisão, começou a dar um concerto de música e eu fiquei completamente agarrado àquilo e tinha meses de vida. Já está qualquer coisa aqui dentro que já nasceu comigo”, conta ao Jornal A VERDADE.

A família também está ligada à música, nomeadamente, à Banda Musical de Paço de Sousa, na qual começou a dar os primeiros passos e onde é agora professor. São três gerações com amor por esta área, mas só Luís Coelho é que se profissionalizou nela.

“Aquilo que me fascina mais na música é a capacidade que um som tem de transmitir uma mensagem. Ou seja, não precisamos de falar, falamos através da música”, disse, acrescentando que é uma “linguagem universal”, permitindo conectar pessoas de diversos países e culturas.

Em particular, a música clássica é a que diz ocupar um lugar especial dentro deste mundo. Desde que se lembra que ouvia no carro e que tinha cd’s de “Best Of’s” deste género musical. Contudo, acredita que é vista “como um bicho papão”, pois as pessoas, “por vezes, nem são consumidoras de música clássica por terem receio de ser uma seca e, depois, quando assistem ou quando ouvem, mudam a opinião muito rapidamente”.

Com vista a “tentar criar mais dinamização cultural e, se possível, atrair as pessoas mais para a música clássica”, Luís Coelho resolveu aproveitar a sua presença digital e, no seu canal de YouTube com trabalhos que realiza, decidiu criar alguns vídeos, gravados em Penafiel. O mais recente, com a temática do Natal e com a participação dos seus amigos Luís Barbosa e Cristiana Leite Cruz, retrata a “solidariedade, amizade, empatia”, enquanto Luís Coelho toca saxofone.

“Uma coisa que, às vezes, não temos essa consciência é que os bebés começam a fazer sons e batimentos antes de falar, ou seja, a música está presente em nós mesmo antes de conseguirmos comunicar uns com os outros. Isso é fascinante. E a mensagem que eu queria deixar é que, nestes tempos pandémicos em que a cultura sofreu muito – que já vinha a sofrer há muitos anos em Portugal -, que as pessoas e principalmente os agentes culturais invistam muito na cultura, porque os artistas precisam.”