Conheça a história de Rafael Cardoso, um jovem investigador que viu o seu projeto de Doutoramento ser premiado internacionalmente.

Rafael Cardoso, um jovem de 29 anos e “filho” de Baião , viu o seu projeto de Doutoramento distinguido com o “Prémio de Prevenção do Cancro Colorretal”, atribuído anualmente por uma fundação alemã, Fundação LebenBlicke, por trabalhos científicos na área da prevenção e deteção precoce do cancro colorretal.

O percurso e o caminho de Rafael Cardoso pelas áreas das ciências começa aos 18 anos quando decidiu ingressar no curso de Ciências da Nutrição na Universidade do Porto. Desde então até aos dias de hoje, tem presentes no seu currículo experiências internacionais e, atualmente, vive em Heidelberg, na Alemanha, onde se encontra a fazer a tese de doutoramento em Epidemiologia na Universidade de Heidelberg e investigador no Centro Alemão de Investigação do Cancro, da qual surge o reconhecido prémio.

O projeto premiado surge no âmbito do Doutoramento em Epidemiologia no DKFZ e na Universidade de Heidebelg, em colaboração com 31 registos oncológicos em 21 países europeus (incluindo Portugal) para estudar efeitos do rastreio do cancro colorretal a nível populacional.

O investigador não tem dúvidas de que o trabalho, publicado na revista científica The Lancet Oncology, “foi um esforço verdadeiramente de equipa, liderado pelo orientador de doutoramento, o Professor Hermann Brenner, mas que bebeu também  da participação de mais de 50 investigadores, incluindo da Universidade do Porto”.

Atualmente focado no estudo do cancro colorretal, Rafael Cardoso espera que o estudo “encoraje fortemente os países com rastreio a intensificarem os seus esforços, por exemplo, implementação de um programa organizado com convite da população elegível, se tal ainda não acontece; implementação de medidas para melhorar a participação, e, particularmente, que motive os decisores dos países sem oferta de rastreio para planear e implementar programas organizados para fazer face ao inquietante aumento da incidência e progresso limitado na redução da mortalidade”.

O Prémio de Prevenção do Cancro Colorretal é atribuído anualmente pela fundação alemã “Fundação LebensBlicke”, a trabalhos científicos na área da prevenção e deteção precoce do cancro colorretal.