O jogo entre São Lourenço do Douro e São Pedro da Cova 1937, que decorreu na quarta-feira, dia 30 de março, a contar para a Taça A. F. Porto, foi interrompido por volta dos 60 minutos depois da invasão em campo do dirigente da equipa visitante.

O presidente do São Lourenço do Douro, António Pereira, explicou ao Jornal A VERDADE que o dirigente do São Pedro da Cova, Vítor Catão, começou “a reclamar assim que chegou”, mas quando a equipa do Marco de Canaveses fez o primeiro golo, os protestos intensificaram-se. “O jogo decorria normalmente e o Vítor Catão estava a reclamar com os árbitros, mas quando marcamos o golo aos 60 minutos, não gostou e invadiu o campo”, explica.

Segundo António Pereira, o presidente do S. Pedro da Cova 1937, Vítor Catão, “teceu duras críticas à arbitragem de Ricardo Carriço, o que levou o árbitro a exibir o cartão vermelho ao dirigente”.

De imediato, “os seguranças conduziram para o túnel o árbitro”, que pressionado deu o jogo como terminado. António Pereira conta que “quando o árbitro estava a chegar ao túnel foi agredido com um murro e de seguida foi empurrado nas escadas pelos jogadores”.

De acordo com declarações prestadas ao Jornal de Notícias, Vítor Catão afirmou que o encontro “foi sucessivamente mal ajuizado” pela parte de Ricardo Carriço, alegando que “até perdoou uma expulsão” ao guarda-redes marcoense por uso da mão fora da área. Quanto às agressões, o dirigente do emblema gondomarense nega ter existido qualquer tipo de violência por parte de elementos ligados ao S. Pedro da Cova 1937 e acrescenta que “já preparava a equipa para abandonar o campo, por acreditar que há uma falta clara a preceder o golo do S. Lourenço do Douro”, mas o árbitro antecipou-se a interromper a partida.

António Pereira garante ao Jornal A VERDADE que se “recusa a repetir o jogo ou a fazer os minutos restantes da partida que ficaram por jogar. O jogo está ganho e muito bem ganho”, sublinha, acrescentando que, na sua opinião se deve “banir do futebol as pessoas que não têm perfil para estar na modalidade”.

O árbitro foi transportado de ambulância para um hospital perto do Campo de Futebol Coronel Moura Bessa após a partida, avançou o JN através de uma fonte do emblema do Marco de Canaveses.