O Hospital de São João, no Porto, vai adquirir três novos equipamentos para o diagnóstico e tratamento de vários tipos de doenças, nomeadamente o cancro, com um investimento de 7,6 milhões de euros, que irá dotar o Centro Hospitalar e Universitário do Porto com um dos “mais modernos equipamentos”, revelou Miguel Barbosa, diretor do serviço de oncologia da unidade hospitalar.

O investimento no valor de 7,6 milhões de euros será repartido em três equipamentos distintos. Do valor total, 1,6 milhões de euros correspondem a um angiógrafo digital, integrado com Tomografia Computorizada (TC), que “permite tratar algumas lesões oncológicas nos doentes em que não é considerada a possibilidade de cirurgia” e que poderá também ser usado no “tratamento de outras patologias, nomeadamente, vasculares e neurológicas”. A unidade hospitalar irá adquirir também uma câmara de PET/CT, no valor de 2,8 milhões de euros, que “permite um diagnóstico mais apurado e global da doença oncológica”. Os restantes 3,2 milhões de euros serão investidos num acelerador linear, que “permitirá, num curto espaço de tempo e sem necessidade de obras de adaptação ou de reforço de proteção radiológica, o aumento da capacidade de resposta do serviço”, segundo informação disponibilizada no site da instituição.

Dado o aumento, cada vez maior, na procura pelo tratamento de patologias complexas, quando os doentes procuram o Hospital de São João “esperam um tratamento de excelência, que só é possível com a disponibilidade das melhores e mais recentes técnicas de diagnóstico e terapêutica”, salienta Miguel Barbosa.

O diretor do serviço de oncologia, em declarações ao Jornal A VERDADE, refere que o investimento obedece a um “levantamento cuidado” das necessidades da população e o devido planeamento, como já “é norma” na instituição.

Relativamente às implicações práticas que estes investimentos terão nos doentes, Miguel Barbosa observa que os três equipamentos irão permitir a realização de diagnósticos “mais rápidos e exatos”, bem como a execução de tratamentos dirigidos mais “precisos e eficazes”, acrescentando que, desta forma, haverá um “maior envolvimento” dos clínicos do Hospital de São João que “melhor conhecem o doente e com maior conforto para o mesmo”.

A previsão do diretor clínico de oncologia é que os equipamentos estarão disponíveis “progressivamente” ao longo dos próximos meses, prevendo-se que, “no início do verão, se encontrem em pleno funcionamento”.

O investimento é cofinanciado pelo Fundo Europeu para o Desenvolvimento Regional (FEDER) e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte).